Violência e intolerância tentam impedir Marcha das Mulheres Negras

Violência e intolerância tentam impedir Marcha das Mulheres Negras

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Enquanto milhares de mulheres marchavam em direção ao Congresso Nacional para mostrar a força da comunidade negra e lutar por direitos, dois manifestantes pró-impeachment dispararam quatro tiros em meio a passeata, no início da tarde desta quarta-feira (18).

No momento do atentados contra a integridade das manifestantes, a Marcha das Mulheres Negras contava com mais de 10 mil participantes, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal.

Marcha das Mulheres negrasA PM informou que os homens eram policiais civis, integrante do grupo que está acampado em frente ao Congresso, que além de pedir o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, defende a volta dos militares ao poder.

As mulheres foram impedidas de se aproximar do parlamento pelo gramado, local onde está situado o acampamento, iniciando uma discussão entre os membros dos dois movimentos.

O deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Paulo Pimenta (PT-RS), foi chamado para tentar apaziguar os ânimos. Entretanto, Pimenta acabou sendo agredido pelas costas e atingido com gás de pimenta pela PM, caiu no chão e precisou de socorro médico.

“Nós estávamos lá para evitar que tivesse um conflito mais grave e acabei sendo atingido de maneira covarde. Fui atingido por atrás e dois policiais militares dispararam gás de pimenta diretamente no meu rosto, nos meus olhos”, relatou o deputado à Agência PT de Notícias, ao prometer fazer uma representação contra a ação dos policiais.

Pela igualdade de direitos – A dona de casa Maria da Fé viajou da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, para Brasília (DF), especialmente para a marcha motivada pela luta contra a violência diária sofrida pelos negros, dentro e fora da marcha.

“Nós lutamos contra racismo, violência e pelo bem viver e de repente nós somos paradas pela violência. Um caminhão com as mulheres de axé, mães de santo, idosas e crianças e o camarada jogando bomba e atirando”, refutou.

“Todo mundo deitou no chão do caminhão. Na hora a gente não sabia se era tiro, se era bomba ou rojão. Tinham muitas mulheres passando mal na grama. Estávamos em uma passeata pacífica e fomos agredidas”, relatou, com revolta.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também estava no local e denunciou a atitude antidemocrática do movimento que “homenageia” o autoritarismo. A petista lembrou que recentemente foram encontrados diversos materiais bélicos dentro do carro de um manifestante pró-golpe, dentre eles uma pistola e um soco inglês com uma adaga embutida.

 

Fonte: Linha Direta