Número de larvas do mosquito da dengue coloca cidade em alerta

Número de larvas do mosquito da dengue coloca cidade em alerta

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O resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que determina o grau de infestação do mosquito Aedes aegypti nas residências, indica que a situação em São José dos Campos está em nível de alerta. O levantamento feito pela Secretaria de Saúde mostrou que esse índice, denominado Índice de Breteau, está acima do limite aceitável pelo Ministério da Saúde, que é de 1.

O índice de infestação deste ano ficou em 1,1, – bem inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 2,4. No entanto, quando se analisa o resultado por regiões, o índice sobe substancialmente e preocupa a autoridade sanitária do município. A região sul apresentou o alto: 2,4. Em seguida, vem região oeste (2,2), a sudeste (2,0), a central (1,7) e zona leste (1,5).

“O resultado é preocupante, porque nos mostra que as pessoas estão baixando a guarda. Janeiro foi um mês atípico, sem chuvas, e mesmo assim, encontramos muitos criadouros com água parada. O que indica que, quando as chuvas chegarem, o risco da dengue aumentará”, disse a gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Margarete Correia.

A avaliação foi a primeira realizada em 2014 na cidade. Foram vistoriados 16.281 imóveis, no período de 15 a 30 de janeiro, e encontrados 13.701 recipientes que poderiam servir como possíveis criadouros. E, o mais grave: em mais da metade dos recipientes (52%) havia água parada e limpa.

Foram coletadas e analisadas em laboratórios 1.836 larvas. Deste total, 1.182 larvas (64,3%) eram do mosquito da dengue. Dessa amostragem, a maior concentração de larvas foi encontrada na região leste (38 criadouros), seguida pela região sul (37 criadouros).

O Índice de Breteau é a relação entre o número de recipientes com larvas do Aedes aegypti (recipientes positivos) pelo número de imóveis pesquisados. Esse índice é utilizado para determinar a infestação do mosquito, possibilitando a avaliação da situação de risco na transmissão da dengue.

 Criadouros

 Outro problema constatado é que, apesar de toda a campanha de prevenção da doença, foi grande o número encontrado de criadouros (locais que podem juntar água e servir para a proliferação do mosquito da dengue).

A maior concentração está nas regiões leste e sul da cidade. O que mais surpreendeu os técnicos foi que grande parte desses criadouros é formada por objetos que poderiam ser descartados, mas que são acumulados pela população nas casas: são latas, frascos, plásticos, garrafas pet, lonas, sucatas e entulho que são mantidos sem o devido cuidado para evitar acúmulo de água.

Em segundo lugar, estão os objetos que não podem ser jogados fora, mas que necessitam de cuidado mínimo para evitar a proliferação do mosquito. É o caso de recipientes de água e comida de animais (que precisam ser lavados, pelo menos uma vez por semana), piscinas desmontáveis que ficam no quintal sem cobertura e sem cloro ou guardadas em local descoberto, caçambas de lixo e vasos de plantas aquáticas.

“A população precisa se conscientizar da importância de colaborar para que possamos conter a doença no município. A Prefeitura está fazendo sua parte, mas a ajuda da população é indispensável para que tenhamos sucesso”, disse Margarete Correia.

Desde o início deste ano, foram registrados 29 casos de dengue em São José (15 autóctones e 14 importados). No ano passado foram registrados 840 casos (637 autóctones e 203 importados).

Fonte: Prefeitura Municipal