Um outro mundo é possível

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As últimas três décadas foram de grandes mudanças em razão das conquistas das mulheres. Esses avanços se deram tanto no setor econômico, social, político, intelectual, artístico, técnico e científico. Com essa transformação a mulher submissa, o ‘sexo frágil’, está cada vez  mais deixando de existir, dando lugar à mulher independente, trabalhadora, ciente de seus direitos.

Hoje temos mulheres nos tribunais, exercendo a profissão de advogadas, promotoras, juízas, profissões que eram antigamente, exclusivamente para os homens. Temos ainda a presença feminina em todos os níveis executivos das empresas e do governo. Muitos países têm na presença feminina, seus primeiros mandatários.  O Brasil quebrou paradigmas elegendo um operário presidente e agora temos a possibilidade de elegermos uma   mulher para governar nosso país.

Todas essas vitórias mudaram a vida das mulheres e toda sociedade, mas ainda há lutas que seguem atuais como salário igual para trabalho igual, divisão de trabalho doméstico e o combate à violência. O Brasil já ratificou a Convenção 100 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata da remuneração igual para trabalho igual.

A luta das mulheres vem de muitos séculos, mas mudanças profundas ocorreram em razão da luta das 130 tecelãs, queimadas vivas durante uma greve. Em reconhecimento a coragem dessas trabalhadoras, há exatos 100 anos foi aprovada pela 2º Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, o 8 de Março.

Ainda estamos escrevendo nossa história pela igualdade. Por isso, mulheres de pelo menos 135 países estão mobilizadas na Marcha Mundial de Mulheres, porque acreditamos que um outro mundo é possível. No Brasil, milhares de mulheres estão marchando de Campinas a São Paulo, desde o último dia 8 até o dia 18 de março.

Um grupo de mulheres de São José está participando da Marcha, que pede o fim da violência, diminuição da pobreza e a igualdade de direitos. Ainda que essas metas não tenham sido plenamente alcançadas, temos muito a comemorar com as conquistas do governo Lula. Além da Lei Maria da Penha, criada para combater a violência doméstica, também avançamos com a ampliação da Licença Maternidade para 6 meses, que deve ser para todas; com o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com investimento de R$ 1 bilhão.

O descaso do PSDB com as mulheres é enorme, tanto que o governo nem mesmo aderiu ao Pacto. O programa prevê o financiamento de projetos como a Casa Abrigo, que está na Lei Maria da Penha e é uma das medidas protetivas à mulher e seus filhos, que correm risco de morte.  Mas apesar das mobilizações, o prefeito ao menos apresentou um projeto!

Por isso, estamos iniciando a campanha Casa Abrigo: Essa luta Também é Minha, onde a população assina um cartão reivindicando esse direito, que será entregue ao prefeito Cury.

As adesões estão sendo feitas, principalmente, em frente à antiga Câmara durante todo o mês, onde estão expostos ‘16 corpos’ de madeira, que representam 16 mulheres assassinadas, vítimas da violência doméstica.

Acabar com a violência doméstica é uma luta de toda sociedade. Por isso, contamos com o seu apoio!


Amélia Naomi

Vereadora de São José dos Campos