Lula: “Não existe espaço para ódio nesse País”

Lula: “Não existe espaço para ódio nesse País”

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A Marcha dos 500 mil que tomou a avenida Paulista na tarde desta sexta-feira contou com a participação do ex-presidente e atual ministro-chefe da Casa Civil, Luis Inácio Lula da Silva.

Antes dele discursar, o ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rosseto, frisou que o país foi tomado por uma só fala nas ruas: “não vai ter golpe. De acordo com ele, não é o combate a corrupção que divide o povo e, sim, a perseguição a um projeto. O ministro ainda pontuou que Lula e Dilma foram os que mais combateram e continuam combatendo a corrupção. Ao final de sua fala, ele pactuou que o governo vai trabalhar por mais democracia e direitos sociais.

Lula - manifestação democracia 18-03Ao comentar as recentes manifestações da direita, o coordenador da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, disse que a Fiep se tornou o quartel general dos golpistas e a presidenta da UNE, Carina Vitral, falou que a juventude não caminha com golpistas e luta por um caminho de mais direitos. O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, destacou que o país passa por um momento de `justiça de exceção`, na qual há linchamentos e não julgamentos. Segundo ele, ódio e intolerância não vão intimidar a esquerda.

Representando o PCdoB, o deputado Orlando Silva frisou que o capitão do golpe é o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, avaliou que a Marcha dos 500 mil foi a verdadeira posse de Lula como ministro da esperança. O presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou que, ao passar por todos os limites da lei, o juiz Sérgio Moro grampeou a democracia.

Depois de dezenas de lideranças de partidos de esquerda, representantes de movimentos sociais, sindicalistas, parlamentares, prefeitos, entre outros, se revezarem no microfone para clamar por mobilização e denunciar a sanha golpista, Lula iniciou seu emocionado discurso pregando paz, união e respeito.

“Achei que com 70 anos de idade nada mais pudesse me emocionar. Mas o que vocês estão fazendo aqui hoje na Avenida Paulista, eu espero que seja uma lição para aqueles que não acreditam na capacidade do povo brasileiro, que seja uma lição para aqueles que nos tratam como se fossemos cidadãos e cidadãs de segunda classe”, afirmou.

Lula condenou a escalada golpista, mostrou o significado da democracia e lembrou da luta pelo Estado Democrático de Direito. “Não se pode antecipar eleições dando golpe na Dilma. Democracia é acatar o voto da maioria dos brasileiros. Nós lutamos para derrubar regime militar e não vamos aceitar golpe nesse País. Eu quero dizer pra vocês, olhando nos olhos de vocês, que não vai ter golpe”, enfatizou.

Ao som de palavras de ordem que protestavam contra o golpe, Lula falou que não o Brasil não tem espaço para intolerância e ódio e destacou que o país é maior do que qualquer crise. “Não existe espaço para ódio nesse País (…) Dizem que a gente que quer a violências, mas tem gente que prega a violência contra nós 24 horas por dia. Tem gente nesse País que falava em democracia da boca pra fora. Não veja ninguém de vermelho como se fosse inimigo. Eu acho que nós precisamos restabelecer a paz, a esperança e provar que esse País é maior do que qualquer crise. Precisamos recuperar o humor desse País, a alegria de ser brasileiro, a auto estima de ser brasileiro”, frisou.

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“Eu não quero que o eleitor do Aécio vote em mim. Eu quero que todos compreendam que democracia é conviver com a diversidade. A maioria do povo brasileiro quer que deixem a presidenta Dilma governar, pois foi para isso que ela foi eleita”, ressaltou.

O ex-presidente explicou que o povo brasileiro aprendeu que democracia não é um direito morto e representa um modo civilizado de viver com as diferenças.

Ele ainda falou sobre ter aceitado entrar no governo da presidenta Dilma, Lula falou que quer trabalhar e orgulhosamente servir ao povo brasileiro. “Eu vim para ajudar Dilma a fazer aquilo que tem que ser feito nesse País para o Brasil voltar a crescer, voltar a ter uma sociedade harmônica, voltar a entende que democracia é a convivência com a diversidade”, destacou.

Ao final da atividade, o presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza, avaliou que o ato superou qualquer expectativa. “A manifestação foi muito acima das expectativas, mostrando que milhões de brasileiros não irão se render ao golpismo”, concluiu.

 

 

 

Fonte: Linha Direta