Entrevista com a pesquisadora Rachel Moreno aborda mulher na mídia, entre outros temas

Entrevista com a pesquisadora Rachel Moreno aborda mulher na mídia, entre outros temas

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A pesquisadora Rachel Moreno em entrevista concedida a equipe da TV Câmara de São José dos Campos abordou temas como a exposição das mulheres na mídia, padrões de beleza, consumismo, violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, Lique 180, feminismo, controle social dos meios de comunicação.

Autora do livro “A Beleza Impossível: mulher, mídia e consumo’ relatou também sobre o feminismo na atualidade e as novas demandas da sociedade. Segundo a pesquisadora, a indústria de cosméticos tem no Brasil, o seu segundo melhor mercado. “A indústria de cosméticos no Brasil financeiramente vai muito bem, mas temos inúmeros problemas decorrentes deste modelo de beleza, como bulimia, autoestima, obesidade, uma série de problemas decorrentes da imposição deste modelo que não tem nada a ver com a diversidade da nossa cultura, da nossa sociedade”, disse Rachel.

Para a vereadora Amélia Naomi, a entrevista com a pesquisadora, é um importante instrumento de conscientização e serve para alertamos as famílias e principalmente os jovens sobre qual modelo de sociedade vivemos e queremos viver.

“As mulheres hoje querem equidade de gênero, ou seja, queremos garantir nossa representação em todos os espaços de poder e decisão, em condições iguais que os homens, respeitando as nossas diferenças e necessidades. A maneira como a mídia nos expõe e ainda impõe padrões de beleza precisam ser revistos, levando em consideração a nossa rica diversidade”, disse a vereadora Amélia Naomi.

Confira abaixo alguns dos trechos da entrevista com a pesquisadora, psicóloga, feminista Rachel Moreno.

Exposição na mídia – “Embora a gente esteja em todos os locais de trabalho, as mulheres aparecem em apenas 18% das notícias nos telejornais. A gente é super representada enquanto musa para vender produtos.”

Meios de Comunicação – Para Rachel Moreno o Brasil precisa avançar na criação de legislação sobre violência de gênero nos meios de comunicação. “A Espanha e a Argentina tem legislação específica. A mídia pode informar notícias de violência, mas tem que ter um contraponto a respeito das alternativas para que a notícia não sirva de estímulo para mais violência. No Brasil falta um controle social dos meios de comunicação. Acho que a criação de conselhos em nível municipal, estadual e federal podem contribuir nesse sentido”

Estímulo ao Ódio – Ainda falando sobre legislação, a pesquisadora defende a criação no Brasil de uma lei que proíba o estímulo ao ódio. “No mundo todo existe essa lei. Isso não tem que se limitar a internet. Isso tem que acontecer em todos os meios de comunicação.”

Gênero – Para a Rachel a questão de gênero é transversal e é preciso refinarmos o olhar em todos os espaços da vida social. “Nós estamos em todos os espaços da vida social. É preciso ver que esses avanços colocam novas demandas, em termo da sociedade, especificamente para as mulheres. Todas essas questões tem que ser pensadas no sentido de refinar, de dar um salto e ver se a gente constroi uma vida mais inclusiva, mais igualitária e feliz para todos nós”, conclui a pesquisadora.

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