Unificação da taxa de lixo e aumento do IPTU vão pesar mais no bolso dos joseenses

Unificação da taxa de lixo e aumento do IPTU vão pesar mais no bolso dos joseenses

A Câmara de São José dos Campos pode votar na sessão de hoje (14) o aumento do IPTU e a unificação da taxa de lixo que vão pesar mais no bolso da população. O prefeito Felicio Ramuth do PSDB quer aumentar o IPTU de forma que moradores de bairros mais simples pague igual ou até mais que a população de condomínios de luxo.A bancada do Partido dos Trabalhadores apresentou emendas para corrigir distorções nos valores do metro quadrado, um dos itens que definem o valor do IPTU. Para se ter uma ideia, bairros da região da Vila São Bento têm o metro quadrado mais caro que a Urbanova, por exemplo.

Outro problema que vai castigar os idosos é o fim da isenção para aposentados que ganham até 2 salários mínimos. Hoje, independente do tipo do imóvel, aposentados que ganham até dois salários mínimos têm isenção do IPTU para qualquer tipo de imóvel. Agora a isenção só valerá para imóvel tipo econômico. Qualquer outro perde o direito.

O número de parcelas também foi reduzido pelo prefeito Felicio: eram até 10 parcelas agora serão só 8 parcelas.

Taxa do Lixo

Outra proposta do prefeito Felicio do PSDB é a cobrança de um valor único de taxa de lixo. Isso significa que bairros mais simples que hoje pagam cerca de R$ 17 e moradores de condomínio de luxo que pagam até R$ 150 passarão a pagar uma taxa única R$ 87.

Mas em bairros nobres são feitas até 9 coletas por semana (6 de lixo orgânico e 3 de reciclável). Já bairros da periferia chegam a ter só 3 coletas de lixo orgânico, alguns sem coleta reciclável.

Outra injustiça está na taxa de coleta de lixo em comércio. Um pequeno comércio de bairro, uma papelaria ou um bazar vai pagar a mesma taxa que lojas de shopping e bancos.

Estes grandes comércios pagam hoje cerca de R$ 3.500.  Um comércio de bairro que pagou neste ano R$ 42,00 vai pagar a mesma coisa que grandes comércios: R$ 324,00.

Você acha isso justo? Nós, não. Por isso, estamos lutando por valores justos para os trabalhadores.