Tenda para atender só casos de dengue já funciona em São José

Tenda para atender só casos de dengue já funciona em São José

tenda dengue1Uma tenda para atendimento exclusivo de casos de dengue começou a funcionar nesta segunda-feira (4) em São José dos Campos. Com esse espaço, instalado no estacionamento do Hospital Municipal, na Vila Industrial, o objetivo é agilizar o diagnóstico, concentrando todas as fases do atendimento dos pacientes em um único local. A iniciativa integra o plano de contingência, anunciado pela Prefeitura de São José dos Campos que, no início de março, lançou a campanha “São José na Guerra contra a Dengue”.

A tenda é refrigerada, tem u  ma área de 100 metros quadrados (10m² x 10m²), 16 cadeiras para hidratação e 12 profissionais, entre equipe administrativa, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para atendimento de segunda a sábado, das 8h às 22h. O horário poderá ser estendido dependendo do movimento. A tenda tem capacidade para atender de 100 a 150 pessoas por dia. Nesta segunda-feira (1º), o movimento foi intenso. Só no período da manhã, 55 pacientes foram atendidos.

tenda dengue2O atendimento começa com o preenchimento da ficha, logo que o paciente chega ao local. Depois, ele é encaminhado à enfermeira que fará a classificação de risco. Em seguida, vai para a hidratação. O médico faz o atendimento do paciente durante a hidratação.

Pacientes com sintomas de dengue, mas sem sinais de agravamento, não fazem exame de sangue, apenas são encaminhados para a hidratação oral, ministrada pela equipe da tenda. Depois, os pacientes recebem as orientações de ingestão de líquido e dipirona, para o caso de dor e/ou febre, e são liberados.

Para os que apresentam sinais de agravamento, a hidratação é intravenosa. Neste caso, a liberação do paciente demora mais. Só tem alta após tomar soro e se submeter ao exame de sangue. Eventuais casos em que seja necessária a internação, o paciente é encaminhado ao hospital.

tenda denguePara o secretário de Saúde, a expectativa é que a tenda desafogue o Pronto-Socorro do Hospital, já que vai absorver boa parte da demanda, além de agilizar o atendimento aos casos de suspeita de dengue.

“A tenda receberá os pacientes que procurarem o Hospital Municipal com suspeitas de dengue. Para aqueles que moram em bairros mais periféricos, colocamos três Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o reforço no atendimento. Acreditamos que tais medidas sejam suficientes para suprirmos a demanda”, disse o secretário.

Apesar do reforço no atendimento das pessoas doentes, o secretário destaca que o foco do município ainda está no combate aos criadouros do mosquito. “Tomamos algumas medidas importantes para garantir um atendimento mais ágil à população, mas é importante que todos estejam conscientes que a guerra contra a dengue continua. Cada um deve fazer a sua parte, cuidando do seu quintal para evitarmos a proliferação do mosquito transmissor. Só assim conseguiremos conter o avanço da doença na cidade”, disse.

Este ano São José dos Campos já registrou 4.666 casos confirmados de dengue, dos quais 4.389 são autóctones e 277 importados.

São Paulo vive pior epidemia de sua história

O Estado de São Paulo vive a pior epidemia de dengue da sua história. Até agora, são 169 mortes por dengue confirmadas em 2015. Este é o maior número de vítimas em território paulista desde 1990, quando começou o balanço oficial do Ministério da Saúde. O último boletim epidemiológico, que traz dados até 18 de abril, mostra ainda que o país já vive epidemia da doença, com 745,9 mil casos notificados.

Além do recorde de mortes, São Paulo também acumula neste ano o maior número de casos confirmados e notificados da doença desde que esses índices passaram a ser tabulados.

Pelos números do ministério, que considera todas as notificações (casos confirmados e aqueles ainda em investigação), já são 401,5 mil registros no Estado, uma alta de 379% se comparado com o mesmo período do ano passado. O índice de incidência da doença em São Paulo chegou a 911,9 casos por 100 mil habitantes – acima de 300, a taxa já é considerada epidêmica, de acordo com classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quando analisado o número de mortes, o aumento em relação a 2014 é ainda maior. Os 169 óbitos já confirmados neste ano equivalem à alta de 382% sobre as 35 mortes registradas no mesmo período do ano passado. Em relação a todo o ano de 2014, quando o Estado teve 90 óbitos, a alta é de 87,7%.

São Paulo responde hoje por 73% das 229 mortes confirmadas por dengue no país, o que significa que, de cada quatro pessoas que morreram vítimas da doença no Brasil desde janeiro, três eram moradoras de cidades paulistas.

Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que metade do Estado está em surto, com predominância de casos em algumas regiões, como o noroeste paulista e as áreas no entorno de Sorocaba e Campinas.

 

Fonte: Prefeitura de São José dos Campos