RBA: Os avanços no ensino público superior estão ameaçados

RBA: Os avanços no ensino público superior estão ameaçados

“Vínhamos de um contexto em que o Brasil assegurou recursos para que atingíssemos uma meta, que considero moderada, de ter 20% dos jovens de 18 a 24 anos na universidade até 2020. E achávamos que seria possível com os recursos do pré-sal. Agora, vivemos outro cenário, sem conseguirmos ampliar as vagas. O desafio agora é manter os cursos, concluir os concursos, decidir internamente sobre os cursos abertos com financiamento de outros programas federais agora extintos”, relata Andrioli. “O cenário que visualizamos é que dificilmente os estudantes terão acesso à universidade pública. Estamos voltando à política que imperou no país na década de 1990. À frente do MEC estão as mesmas pessoas de antes, que sucatearam a educação nos anos 1990.”

O tom se repete com a diretora de Universidades Públicas da União Nacional dos Estudantes (UNE), Graziele Monteiro. “Era um tempo em que as universidades estavam sucateadas. Faltava dinheiro para coisas básicas, como pagar luz e água”, conta. De acordo com ela, superado o sucateamento, políticas de apoio à permanência ganharam a dimensão principal. “A nova universidade que construímos corre risco de acabar. Há ameaça de cortes de vagas principalmente em cursos de licenciatura, mais populares, na extensão. Com o congelamento do orçamento trazido pela PEC, é a volta a uma era de desmonte da universidade pública. O risco é de fim da popularização da educação pública de qualidade no país.”

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) defende justamente a consolidação da expansão universitária federal. Em aula magna na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), no final de setembro, a presidenta da entidade, Ângela Maria Paiva Cruz, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), destacou o aumento de cursos noturnos, a revisão da estrutura dos programas e a atualização dos projetos pedagógicos e das políticas de democratização do acesso e de assistência estudantil. Segundo ela, “a cara da universidade federal passou a ser a cara do Brasil”. Segundo um estudo recente da Andifes, 66,19% dos alunos matriculados têm origem em famílias com renda média de até 1,5 salário mínimo. Se consideradas apenas as regiões Norte e Nordeste, esse percentual atinge 76%.

Os docentes, com queixas sobre as dificuldades de trabalhar numa rede em expansão com suas mais variadas implicações, temem agora a total precarização do trabalho. “Já estava difícil. Estamos com salários defasados, perdas em torno de 20%, e muitos professores ainda contratados temporariamente”, avalia o primeiro-secretário do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Francisco Jacob Paiva da Silva. E vai piorar, segundo ele, quando os cursos começarem a ser extintos e a infraestrutura e laboratórios sucatearem. “Defendemos mais investimentos, melhores condições, mais vagas, e recebemos a PEC. Temos de pressionar contra porque se trata do desmonte, da estagnação, da desesperança.”

 

Fonte: Rede Brasil Atual

 

Para Secretária de Mulheres do PT-SP, Dilma é exemplo de força, coragem e luta

Para Secretária de Mulheres do PT-SP, Dilma é exemplo de força, coragem e luta

Uma das organizadoras do encontro de mulheres das entidades que compõem a Frente Brasil Popular, a secretária de Mulheres do PT-SP, Marta Domingues, a Martinha, avalia que a presidenta eleita está confiante de que vai voltar ao cargo que lhe foi tirado por um “golpe de Temer e seus comparsas”.

“A presidenta eleita está serena e confiante, confiante que vai voltar à cadeira da presidência que nos foi roubada”, disse.

Martinha Secretaria Mulheres PTA avaliação de Martinha foi feita após o ato que reuniu centenas de mulheres, na Casa de Portugal, no Centro de São Paulo.

A secretaria de Mulheres do PT-SP acredita que as mulheres devem se espelhar na Dilma, que classifica como exemplo de força, coragem e luta. “Estamos aqui para nos espelhar no exemplo que é a presidenta Dilma, exemplo de força, coragem e luta.

Em seu discurso, a presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral, denunciou o machismo golpista e enalteceu a primavera feminista.

Representando o PCdoB, a ex-deputada Ana Martins pontuou que as mulheres devem lutar até o fim para defender o mandato eleito nas urnas.

A secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente, frisou que o golpe foi uma forma que a oposição encontrou para implementar a agenda derrotada nas eleições.

Em nome de todas as mulheres da classe trabalhadora, a vice-presidenta da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Carmen Foro, deu um abraço na presidenta Dilma.

A prefeita de Araçoiaba da Serra, Mara Melo, e a artista Tininha Petta foram as responsáveis pela condução do evento.

O presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza, acompanhou o ato inteiro no meio da plateia.

Dilma condena violência contra sede da UNE e pede apuração sobre ação da PM em sindicato

Dilma condena violência contra sede da UNE e pede apuração sobre ação da PM em sindicato

A presidenta Dilma Rousseff se manifestou por meio de nota oficial, neste domingo (13), para repudiar os ataques contra a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorridos no sábado (12) em São Paulo. Dilma chamou o ato de “intolerável” e considerou o gesto “uma afronta à democracia”.

dilmaA presidenta também pediu apuração rigorosa do governo de São Paulo no caso da ação policial que interrompeu uma plenária na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema (SP), na sexta-feira (11) à noite. O encontro no sindicato era em favor do ex-presidente Lula.

 

Leia a nota na íntegra:

“É intolerável a violência cometida por vândalos que neste sábado atacaram a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo. Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio. Como venho afirmando à imprensa, ações que constituam provocação, violência e vandalismo prestam enorme e preocupante desserviço ao Brasil.

Lutamos por muitos anos para o restabelecimento da ordem democrática, para o funcionamento adequado das instituições e para o pleno exercício do direito à expressão e a manifestação política. O que se viu na sede da UNE, no entanto, foi um gesto de intimidação gratuita e uma afronta a democracia, e deve ser repudiado por todos aqueles que acreditam numa nação livre e democrática.

Os mesmos princípios democráticos devem ser defendidos em relação ao episódio ocorrido na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, na sexta-feira à noite. É preciso que o governo de São Paulo apure com rigor o ocorrido e as motivações para a ação de policiais armados durante uma plenária em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Que os fatos sejam plenamente esclarecidos.

Presidenta Dilma Rousseff”

Em SP, ato “histórico” reúne mais de 100 mil em defesa da democracia

Em SP, ato “histórico” reúne mais de 100 mil em defesa da democracia

Na tarde desta quarta-feira (16), o trajeto entre a avenida Paulista e a Praça da República, no centro da capital, foi tomado por uma onda vermelha. Segundo estimativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das entidades organizadoras das manifestações em todo o País, mais de 100 mil pessoas tomaram as ruas se manifestando em defesa da democracia, contra o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e pedindo a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

16-12 Manifestação Democracia PT (2)Sob gritos de `não vai ter golpe`, o presidente da CUT, Vagner Freitas, cobrou mudanças na política econômica do governo e frisou que, mesmo assim, os movimentos estão com Dilma até o fim. Segundo ele, o golpe não é apenas contra a democracia e a presidenta Dilma. Em sua explanação, ele pontuou que os direitos dos trabalhadores estão em jogo.



16-12 Manifestação Democracia PT (4)Representante de outra entidade que organizou o ato, a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, ressaltou que as ruas são dos movimentos de esquerda que lutam por mais direitos.

Muito lembrada pela atuação dos estudantes secundaristas nas ocupações que protestavam contra a desorganização proposta por Alckmin, a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Camila Lanes, defendeu que, para ampliar os direitos sociais, é necessário não só respeitar, como aprimorar a democracia.

16-12 Manifestação Democracia PTCoordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos ironizou a contagem dos presentes feita pela imprensa. Segundo ele, além de aprender sobre política, a grande mídia precisa entender de matemática para perceber a realidade das mobilizações populares.

Também presente na manifestação, o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, ponderou que o impeachment da presidenta Dilma pode representar a aceleração da retirada de direitos dos trabalhadores.

O presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza, agradeceu o apoio daqueles que, mesmo não apoiando o governo Dilma, se mobilizaram para defender a democracia. “Nós do PT reconhecemos as limitações do governo na política econômica e das dificuldades que estamos passando, mas sabemos também o quanto custou para a gente chegar aqui”, frisou.

16-12 Manifestação Democracia PT (3) Para Emidio, Cunha e o PSDB querem uma democracia sem povo. “Não é possível que o país se submeta a um chantagista, como o Eduardo Cunha. Não é possível que o PSDB dê o seu apoio a um mercenário, bandido. Não é possível que o povo brasileiro não perceba o golpe que se arma contra a Dilma, contra os direitos do povo brasileiro”, falou. De acordo com ele, a militância petista continuará na luta ao lado das forças progressistas contra o impeachment, na rua e no parlamento.

Emidio ainda saudou o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, por pedir o afastamento de Cunha. “Espero que o Supremo Tribunal Federal acolha o parecer do procurador e afaste ele da Câmara”, frisou.

Quando algumas pessoas começaram a chegar na Praça da República, outras ainda estavam no meio da avenida Paulista. Isso fez com que os presentes passassem a chamar o ato de histórico.

Na avaliação do presidente municipal do PT, Paulo Fiorilo, o impacto causado pelo ato vai fazer os golpistas repensarem. “Um ato histórico, uma demarcação clara de que eles não vão dar um golpe da forma como estavam querendo. O povo veio pra rua e vai continuar”, frisou.

O deputado estadual Angelo Perugini classificou o ato como um marco na história da república. De acordo com ele, mesmo depois de uma grande campanha de difamação do governo e do PT, a esquerda se uniu e mostrou que tem lado. “Hoje vai ficar marcado na história dessas 100 mil pessoas que vieram às ruas”, disse.

16-12 Manifestação Democracia PT (1)Uma demonstração histórica do povo brasileiro de defesa da democracia e contra o golpe. Essa é análise do deputado estadual Alencar Santana. Segundo ele, a população brasileira sabe muito bem o que está em jogo e não abrirá mão de suas conquistas. “Um grande exemplo de como o povo não é bobo, que sabe o que quer e que vai defender os seus direitos conquistados a dura pena”, explicou.

Quando o caminhão que levava as lideranças dos movimentos sociais chegou à Praça da República, um manifesto assinado por várias entidades que pede unidade e mobilização popular para a luta contra o impeachment, pelo fim do ajuste fiscal e pelo Fora Cunha.

Ao final da atividade, o presidente do PT-SP, Emidio de Souza, avaliou que o ato foi histórico e que a militância petista está de parabéns pelo engajamento. De acordo com ele, as ruas foram tomadas por uma militância aguerrida que mostrou capacidade de mobilização. “A militância do PT maciçamente foi às ruas com uma garra que há muito não se via. Foi uma mobilização sem precedentes que mostrou o quanto somos capazes de nos reinventar e defender o nosso legado. Junto com os movimentos sociais e partidos de esquerda criamos uma poderosa barreira”, ressaltou.

 

 

Fonte: Portal Linha Direta

Movimentos sociais se unem em apoio à presidenta Dilma e contra o golpe

Movimentos sociais se unem em apoio à presidenta Dilma e contra o golpe

Em apoio ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, dois movimentos sociais têm encontros agendados no Palácio do Planalto, nesta semana. Na quinta-feira (13), Dilma deverá receber a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

UNE2A vice-presidenta da UNE, Tamires Sampaio, ressalta a importância da aproximação da entidade representativa dos estudantes do ensino superior com Dilma. Para ela, o encontro é simbólico por representar a oportunidade de reforçar as pautas da UNE para a educação e o apoio à continuidade do mandato presidencial.

“Levar as pautas diretamente para ela, permite fazer um lobby maior e reforçar a importância da pauta educação, principalmente para não haver cortes”, declara Tamires.

A representante da UNE reforça que a entidade não abre mão da democracia e defende a continuidade do mandato da presidenta até 2018. Tamires também repudia a tentativa de golpe contra Dilma e relembra que a UNE foi perseguida durante a ditadura militar e teve a sua sede queimada, “justamente” por defender a democracia.
“A nossa presidenta foi eleita pela maioria da população brasileira e isso é um ataque à democracia. Somos contra qualquer manifestação pró-impeachment e haverá resistência”, ressalta Tamires.

 

Com informações do portal Linha Direta