Ligue 180 registrou 749.024 atendimentos em 2015

Ligue 180 registrou 749.024 atendimentos em 2015

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 realizou 749.024 atendimentos em 2015. Foram, em média, 62.418 por mês e 2.052 por dia. Essa quantidade foi 54,40% superior ao número de 2014 (485.105). Desde sua criação em 2005, a Central já registrou 4.823.140 atendimentos.

Do total de atendimentos de 2015, 10,23% (76.651) corresponderam a relatos de violência, dos quais 58,86% foram cometidos contra mulheres negras. Dentre os relatos, 50,16% corresponderam à violência física; 30,33%, violência psicológica; 7,25%, violência moral; 2,10%, violência patrimonial; 4,54%, violência sexual; 5,17%, cárcere privado; e 0,46%, tráfico de pessoas.

Os relatos de violência sexuais aumentaram 129%

Em comparação a 2014, a Central de Atendimento à Mulher constatou que houve aumento de 44,74% no número total de relatos de violência; de 325% de cárcere privado, computando a média de 11,8 registros por dia; de 129% no número total de relatos de violências sexuais (estupro, assédio, exploração sexual), computando a média de 9,53 registros por dia.

Gráfico sobre violência sexualDo total de 3.478 relatos de violência sexual registrados em 2015, 2.731 relatos de estupro (78,52%); 530, de exploração sexual (15,24%); e 217 relatos de assédio sexual no trabalho (6,24%).

Em relação a 2014, houve as seguintes variações nas violências registradas, além dos 129% no número total de relatos de violências sexuais: aumento de 154% no número de estupros registrados, computando a média de 7,5 casos por dia, a cada três horas um estupro é relatado ao Ligue 180; e aumento de 102% no número de relatos de exploração sexual, computando a média de 44 registros por mês.

Aumento de 151 % dos relatos de tráfico de pessoas

O levantamento constatou um aumento de 151% nos relatos de tráfico de pessoas, computando uma média de 29 casos por mês. Deste total, 64,96% foram de tráfico internacional e 35,04% de trafico interno.

Dentre as finalidades do tráfico internacional mais relatadas estão exploração sexual (62,60%) e exploração do trabalho (26,83%). Nos relatos de tráfico interno, também foram majoritários os casos de exploração sexual (60,53%) e exploração do trabalho (34,21%).

Gráfico sobre finalidade do tráficoO enfrentamento ao tráfico de mulheres é uma das pautas da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Em março de 2015, o atendimento do Ligue 180 expandiu para mais 13 países, somando agora 16 países que podem acionar a Central: Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela.

Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas

Com funcionamento 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, o Ligue 180 pode ser acionado de qualquer lugar do Brasil. Em março de 2014, a Central assumiu a atribuição de disque-denúncia e passou a acumular as funções de acolhimento e orientação da mulher em situação de violência, com a tarefa de enviar as denúncias de violência aos órgãos competentes pela investigação (com a autorização das usuárias). Desde então, foram realizadas 65.391 denúncias e encaminhadas para a Segurança Pública com cópia para o Ministério Público de cada unidade da federação e ainda para o Ministério das Relações Exteriores (Departamento de Assistência Consular – DAC), a Secretaria Especial de Direitos Humanos e a Polícia Federal.

O Ligue 180 é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A Central recebe denúncias de violência, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher e orienta as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para outros serviços quando necessário. É um dos eixos do Programa “‘Mulher: Viver sem Violência”.

Acesse aqui o Balanço 2015 – Ligue 180

 

 

Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM

Reajuste do Salário mínimo beneficia trabalhadoras domésticas

Reajuste do Salário mínimo beneficia trabalhadoras domésticas

O novo valor do Salário Mínimo Paulista para as trabalhadoras domésticas já foi sancionado.

O reajuste de 10,5% irá beneficiar trabalhadores domésticos, ASGs, vendedores, supervisores de compras e vendas, entre outros. Veja abaixo algumas das profissões que serão beneficiadas com esse reajuste:

1ª Faixa (de R$905,00 para R$1.000,00) – Trabalhadores domésticos, trabalhadores na limpeza e manutenção, auxiliares de serviços gerais, motoboys, ascensoristas, serventes, dedetizadores, vendedores, pintores, encanadores, operadores de telemarketing, entre outros.

2ª Faixa (de R$920,00 para R$1.017,00) – Trabalhadores em serviços de higiene e saúde, chefe de serviço de transportes, supervisores de compras e de vendas, representantes comerciais, entre outros.

 

Boneca DomésticasClique aqui e veja a Cartilha da Trabalhadora Doméstica

As trabalhadoras domésticas tem se beneficiado com a recente regularização do trabalho e o reconhecimento da importância da categoria, igualando os direitos das trabalhadoras ao dos demais trabalhadores. O reajuste do salário mínimo e a garantia de direitos trabalhistas como FGTS, férias e 13º tem dado um suporte às trabalhadoras.

Em São José dos Campos a luta pela regularização do trabalho doméstico continua, com informativos e atendimentos realizados pelo mandato da Vereadora Amélia que tem acompanhado a conquista dos direitos das trabalhadoras domésticas e buscado informar as novidades em relação ao trabalho doméstico.

Desigualdade salarial entre homens e mulheres cai em 10 anos

Desigualdade salarial entre homens e mulheres cai em 10 anos

O rendimento médio da população ocupada teve aumento real de 50% entre 2004 e 2014. Mas para as mulheres, a alta foi maior, de 61%. O desempenho foi ainda melhor entre as  mulheres negras, que contaram com 77% de aumento real de renda nesse período de dez anos. Os dados fazem parte de um diagnóstico da situação da mulher trabalhadora brasileira, preparado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As informações servem como base para ações do programa Mulher Trabalhadora, lançado nesta sexta-feira (11) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).

Dif homem mulher O programa tem como objetivo ampliar a participação e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, garantindo igualdade de rendimentos e de oportunidades de ascensão. Para isso, o Mulher Trabalhadora irá promover políticas de proteção da mulher, estimular políticas que incentivem o compartilhamento das responsabilidades familiares e desenvolver planos de ações.

Apesar de ainda existirem diferenças salariais entre homens e mulheres, em 2014, a mão de obra feminina ultrapassou, pela primeira vez, o patamar de 70% da renda masculina. Dez anos antes, essa proporção era de 63%.

Segundo os dados do Ipea, homens ainda ganham mais do que as mulheres: em 2014, homens tinham o salário médio de R$ 1.831, enquanto as mulheres ganhavam R$1.288. As mulheres negras têm a menor remuneração, com valor médio salarial de R$ 946, e os homens brancos com maior rendimento, de R$ 2.393 no mesmo ano.

Dif homem mulher1O estudo mostra que o número de mulheres inativas, sem salário mínimo e carteira assinada, é maior do que o número de homens. De cada dez mulheres, quatro não conseguem colocação no mercado de trabalho.

Em 2014, eram 26,7 milhões de mulheres inativas contra 9,1 milhões de homens inativos. Os dados ainda revelam que dois terços das mulheres inativas têm filhos, comparado a menos da metade dos homens na mesma condição. A responsabilidade familiar se impõe como uma dificuldade adicional para se inserir no mercado.

Trabalho doméstico ainda é feito pela mulher

Na divisão de tarefas domésticas, a mulher ainda faz a maior parte do trabalho. De cada dez mulheres, nove declararam fazer algum tipo de serviço doméstico não remunerado. Nos homens, esse número cai para cinco em cada dez. Ao longo da década estudada, houve discreto aumento do envolvimento masculino nas tarefas domésticas, que passa de 46%, em 2004, para 51%, em 2014.

A jornada do trabalho doméstico também pesa muito mais na rotina das mulheres. Em 2014, enquanto os homens ativos despediam 10,9 horas semanais para ajudar nas responsabilidades de casa, as mulheres também ativas gastavam mais do que o dobro: 25,3 horas. Mesmo os homens sem vínculos trabalhistas gastam apenas 13,7 horas nos afazeres de casa. A pesquisa também mostrou que esse quadro se repete desde as mulheres de alta até as de baixa renda.

Ao considerar o acúmulo de trabalho no mercado e da responsabilidade pelos afazeres domésticos não remunerados, a pesquisa mostra que a mulher tem uma jornada dupla maior do que a do homem. Em 2014, enquanto os homens faziam uma jornada dupla de 51,6 horas, as mulheres dedicam 56,7 horas da semana para os mesmos trabalhos.

Segundo o programa Mulher Trabalhadora, os dados da pesquisa são fundamentais para desenvolver políticas públicas capazes de promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia econômica das mulheres urbanas e do campo, levando em conta as desigualdades de raça e classe, para a eliminação da divisão sexual do trabalho e na valorização da participação das mulheres no desenvolvimento do Brasil.

Fonte: Portal Brasil

No Conselhão, Wagner pede coragem no debate de soluções para o Brasil

No Conselhão, Wagner pede coragem no debate de soluções para o Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, empossou, nesta quinta-feira (28), os 92 membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) para o mandato 2016-2018. Na ocasião, afirmou que esse é o melhor momento para retomar os trabalhos de um espaço importante, de discussão e propostas para solução dos desequilíbrios econômicos que se apresentam. Ele defendeu que cada um dos setores representados no conselho – empresarial, laboral, governo e sociedade civil – participem com coragem desse debate.

“As pessoas precisam ter coragem de abrir suas convicções ao verdadeiro debate na sociedade. Ter a certeza de que a verdade nossa, de boa fé, não necessariamente é única e não obrigatoriamente é a melhor”, disse. “Na democracia ninguém sai com 100%. Você entra com 100%, mas para fazer o diálogo social, você vai sair com 80, 70 – e aí vai depender dos argumentos de cada um de vocês”.

Essa é a 44ª reunião plenária do CDES e a primeira do ano, que tem como tema “Os Caminhos para o Desenvolvimento Brasileiro”. Ao abrir o encontro, Jaques Wagner fez questão de dizer do seu entusiasmo de estar recomeçando essa jornada e agradeceu, em nome da presidenta, a participação voluntária de cada setor.

“Aqui é um voluntariado, é uma escola de cidadania participativa. E vocês poderão dizer para os próximos, para os netos e filhos que, além da atividade de vocês no dia a dia, contribuíram para fazer o País melhor, nesse processo que eu acho riquíssimo”.

O ministro alertou que o CDES não substitui, de forma alguma, quem tem a legitimidade e a legalidade de ser o “fiscal” do governo e de escrever as leis do País, que é o Congresso Nacional. Mas destacou que as democracias mais modernas e maduras do mundo trabalham com a ajuda de conselhos assim.

Wagner citou, como exemplo, o Conselho Econômico e Social da França, dispositivo constitucional do país fundado em 1936, em que, há dez dias, o presidente francês François Holande fez uma declaração que repercutiu em todo o mundo, sobre o estado de emergência da economia internacional e apresentou propostas do governo da França.

 

 

 

Fonte: Blog do Planalto

Mulheres ganham 24% menos do que homens no trabalho

Mulheres ganham 24% menos do que homens no trabalho

Enquanto as mulheres contribuem com 52% do trabalho global, os homens participam com 48%. A população masculina, porém, predomina no ofício remunerado, restando às mulheres uma fatia expressiva dos serviços não pagos – principalmente os domésticos, onde são 83%.

Businessman and businesswoman lined up getting ready for race in businessQuando são pagas, as mulheres ganham 24% menos que os homens. Na América Latina, mais da metade das empresas não tem nenhuma mulher em postos de gerência. O relatório aponta a necessidade de políticas que busquem a igualdade salarial, “licenças parentais que se dividam entre as mães e os pais” e transformação de normas sociais que excluem as mulheres do mercado de trabalho.

“Promover mulheres a cargos notórios de categoria superior, que envolvam responsabilidade e tomada de decisões nas esferas pública e privada, e fomentar a participação dos homens em profissões em que tradicionalmente predominam as mulheres pode contribuir para a mudança de mentalidades”, sugere o documento.

Dif homem mulherPara a administradora do Pnud, Helen Clark, “isso permitiria que a sobrecarga do trabalho não remunerado de prestação de assistência fosse partilhada de forma mais ampla, dando às mulheres a possibilidade efetiva de optar, ou não, por integrar o mercado de trabalho”.

O Índice de Desigualdade de Gênero brasileiro é de 0,457 – pouco maior que a média mundial, de 0,449. Esse índice leva em conta taxas como a de mortalidade materna, que no Brasil é de 69 por 100 mil nascidos vivos (no Uruguai, por exemplo, é 14, um possível efeito da política de legalização do aborto, implementada no fim de 2012), e a contribuição ao mercado de trabalho – as mulheres brasileiras têm 59,4% de participação, enquanto entre os homens esse índice é de 80,8%. Outro número considerado é o de assentos ocupados por mulheres no parlamento: 9,6%. Na Argentina, por exemplo, são 36,8%.


Dif homem mulher3Substituição.
 O relatório aponta que os efeitos das novas tecnologias reduzem a demanda por trabalhadores menos qualificados, beneficiando mais fortemente aqueles com alto grau de instrução. Técnicos matemáticos, empregados da área de contabilidade, técnicos de biblioteca, árbitros esportivos e caixas são alguns dos ofícios com mais probabilidade de, no futuro, serem substituídos pela automatização.

“Por definição, essa mudança favorece as pessoas com maior capital humano, o que polariza as oportunidades de trabalho”, diz o documento.

A pesquisa sugere que o momento é o ideal para que as pessoas busquem adquirir “capacidades especiais”, pois elas poderiam aproveitar as tecnologias para agregar valor ao seu trabalho. Por outro lado, “nunca houve pior momento para se ter um perfil de trabalhador que só tem competências comuns, já que computadores, robôs e outras tecnologias estão adquirindo essas competências com rapidez extraordinária”.

 

Luísa Martins – Agência Patrícia Galvão