A violência contra as mulheres na ditadura e no Neofascismo

A violência contra as mulheres na ditadura e no Neofascismo

“A violência contra as mulheres na ditadura e no Neofascismo” com Amelinha Teles. Atividade compõe agenda da Campanha 16 Dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher organizada pela vereadora Amélia Naomi.

 

Confira o vídeo:

"A violência contra as mulheres na ditadura e no Neofascismo" com Amelinha Teles. Atividade compõe agenda da Campanha 16 Dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher organizada pela vereadora Amelia Naomi.

Publicado por Amélia Naomi em Segunda, 26 de novembro de 2018

Amelinha Teles fala sobre a "Violência contra as mulheres na ditadura e no Neofascismo". #16diasdeativismo #16diasdeativismopelofimdaviolenciacontraasmulheres #ElasPorElas #nenhumaamenos

Publicado por Amélia Naomi em Segunda, 26 de novembro de 2018

Max Gonzaga na Campanha 16 Dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

Publicado por Amélia Naomi em Segunda, 26 de novembro de 2018

 

 

“Trago Comigo” trata do esquecimento e da memória nos anos da ditadura

“Trago Comigo” trata do esquecimento e da memória nos anos da ditadura

Lançado na última quinta-feira (16) nos cinemas, o filme Trago Comigo, da diretora Tata Amaral, trata das marcas deixados pela ditadura nas trajetórias pessoais daqueles que viveram o período sombrio, e de toda a sociedade brasileira, que ainda hoje convive com heranças dos anos de chumbo, como a tortura.

O filme conta a história do diretor de teatro aposentado Telmo Marinicov, interpretado por Carlos Alberto Riccelli, que participou da resistência contra o regime civil-militar inaugurado com o golpe de 1964. Indagado sobre sua companheira da luta armada Lia, Telmo busca resgatar a memória desse amor, apagada pelo trauma da tortura e violência.

Da busca por essas lembranças, duras e doces, Marinicov decide montar uma peça reconstituindo a ação de seu grupo nos idos de 1968, quando da decretação do AI-5, que marca a fase mais obscura da ditadura, com perdas de liberdades individuais e coletivas, prisões, torturas e mortes. “É a história de uma peça. É também a história de um homem que procura resgatar o seu amor de juventude, ao mesmo tempo em que busca resgatar seu sonho de liberdade e de mudança”, diz a diretora Tata Amaral à RBA.

Para a montagem da peça, Telmo dirige um grupo de jovens atores que, a partir desse recorte geracional e das dificuldades de entender o que movia a luta daquela época, surgem com uma série de embates e tensões de ordem moral e ideológica.

A história foi filmada em 2009. Tata afirma que o filme ganha ares de “urgência” no atual momento, principalmente quando pessoas saem às ruas pedindo pela volta da ditadura, por conta de uma “ideia-fantasia”, que deturpa o ocorrido naqueles 21 anos de arbítrio. “Essas pessoas não sabem que, numa ditadura, se você pede um outro tipo de regime, como a democracia, isso já significaria voz de prisão, tortura e morte”, frisa a cineasta.

Tendo retratado o mesmo período no filme Hoje, Tata Amaral diz ser fundamental lembrar da ditadura enquanto práticas daquele período, como a tortura, seguem incomodando no presente. “A tortura é uma prática de Estado, no Brasil, e ela precisa acabar. Como sociedade, temos que dizer que a gente não quer mais saber de tortura. Nesse momento em que estou falando com você, alguém está sendo torturado em alguma prisão. Isso porque a gente nunca disse não”.

Além da história da montagem da peça, Trago Comigo apresenta ainda depoimentos reais de homens e mulheres que participaram da luta armada e viveram na pele os horrores da repressão. No entanto, os nomes dos algozes torturados foram silenciados no filme, pois seguem impunes, sem julgamento.

A diretora, que se declara favorável à revisão da Lei da Anistia (1979) para que os agentes de estado que cometeram crimes sejam punidos, lembra que a tortura é classificada pela ONU como crime de lesa-humanidade e que, portanto, esses crimes não prescreveram.

“As pessoas que contestaram o regime foram presas, acusadas, torturadas, exiladas, algumas foram mortas. Os torturadores nunca foram sequer importunados. Inclusive recebem pensão do Estado brasileiro, que premia a tortura”, lamenta a diretora.

 

Fonte: Linha Direta

Ana Perugini pede vigilância e endurecimento de leis de proteção às mulheres

Ana Perugini pede vigilância e endurecimento de leis de proteção às mulheres

A deputada Ana Perugini (PT-SP), coordenadora do Núcleo de Mulheres da Bancada do PT na Câmara, manifestou indignação com o caso recente de estupro coletivo cometido contra uma adolescente no Rio de Janeiro. “Não canso de me perguntar: o que passava pela cabeça dos cerca de 30 homens que violentaram uma menina de 16 anos e compartilharam as imagens na Internet? Que sintonia perversa teria os unido na prática de um crime tão bárbaro, que machuca o corpo, fere a dignidade, agride a alma e deixa a mulher marcada pelo resto da vida?”, indagou a deputada, em artigo por ela publicado.

Deputada Estadual Ana PeruginiNa avaliação da parlamentar, a barbárie que chocou o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo, não é um fato isolado em um país onde predomina “a cultura patriarcal, machista e misógina, na qual a mulher é vista como objeto de cama e mesa, sujeita a agressões, assassinatos e a ocupar o lugar predeterminado pelos homens”.

Lembra a deputada Perugini que, no Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, segundo o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Em 2014, 47,6 mil mulheres foram estupradas em todo o país, sendo 5,7 mil apenas no Rio de Janeiro. Essa estatística é inaceitável!”, analisa.

Ainda, na avaliação da parlamentar, apesar dos avanços conquistados – desde o direito ao voto à eleição de uma presidenta da República, passando pela criação de leis para o enfrentamento da violência contra a mulher, como a do Feminicídio e a Maria da Penha, e pela ampliação de políticas afirmativas, sobretudo nos governos dos presidentes Lula e Dilma -, ainda temos o sexismo impregnado em nossa cultura, um terreno fértil para a intolerância e o ódio.

estupro3“Estupro é violência, crime hediondo, constrangimento, tortura, desrespeito, crueldade, atrocidade, é a violação da dignidade e dos direitos humanos. Só conseguiremos combatê-lo com políticas públicas efetivas, tanto no enfrentamento como na prevenção”, recomendou.

Ana Perugini sugere que as polícias, o Ministério Público e o Judiciário, instituições responsáveis pela investigação e pelo julgamento, precisam agir com mais rigor e não permitir que a atmosfera de impunidade encoraje a prática de atrocidades como essa.

“A nós, da Câmara Federal e do Senado, cabe o esforço concentrado para endurecer a legislação existente e criar novas leis. Mais do que nunca, temos de aumentar a vigilância, para impedir que as políticas públicas para mulheres criadas na última década, como a Casa da Mulher Brasileira, não se percam com o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, extinto pelo governo ilegítimo de Michel Temer”, disse.

 

Fonte: Linha Direta

Comissão da Verdade – 1ª Audiência – Os Idos de 1964 em São José dos Campos

Comissão da Verdade – 1ª Audiência – Os Idos de 1964 em São José dos Campos

Os Idos de 1964 em São José dos Campos. Comissão da Verdade, denominada ‘Professor Michal Gartenkraut’, depoimentos individuais.

Comissão da Verdade – 1ª Audiência – Os Idos de 1964 no CTA

1ª Audiência – DEPOIMENTO: Dna Célia de Jesus Pereira

1ª Audiência – DEPOIMENTO: Ana Adelaide Palmeira de Souza

1ª Audiência – DEPOIMENTO: Mário Ottoboni

1ª Audiência – DEPOIMENTO: Luiz Paulo Costa

Comissão da Verdade é oficialmente instalada

Comissão da Verdade é oficialmente instalada

Na sessão desta última terça-feira (8) foi realizada a instalação da Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São José dos Campos Michal Gartenkraut com objetivo de apurar violações de direitos humanos que teriam ocorrido na cidade na ditadura militar (1964-1985).

Assista a matéria do Jornal BAND Cidade sobre a instalação da Comissão da Verdade (clique aqui).

Na cerimônia de abertura estiveram presentes pessoas que viveram, sofreram e batalharam contra o regime, como o Sr. Pedro Lobo, ex-militar que se converteu ao socialismo e se tornou companheiro do Capitão Carlos Lamarca na luta contra a ditadura implantada a ferro e fogo em março de 1964; o ex-vereador e jornalista Luiz Paulo Costa, funcionário da gráfica do antigo CTA de São José dos Campos, defensor do socialismo levado à força de casa pelos militares; e Ovidio Ferreira, preso político, torturado por mais de 2 anos sendo parte dele nos porões do Navio Raul Soares, em Santos. Uma prisão flutuante para aqueles que eram contra a ditadura.

Entre o público presente, a diretora do Arquivo Público de São José dos Campos, Nadia Kogio e a assessora da Presidência da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Priscila Vidal Milioni – parceiras nesta iniciativa.

Os alunos da Turma de 64 do ITA, Luiz Maria Esmanhoto – também prestigiaram o evento. Os três expulsos e perseguidos pelo regime militar receberam das mãos do Professor Michal, os diplomas. Tal acontecimento teria motivado a demissão do então reitor do ITA.

A Comissão da Verdade irá colher depoimentos de ex-professores do ITA, ex-funcionários do DCTA (Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial), líderes estudantis, sindicalistas e trabalhadores de São José dos Campos que participaram da luta contra a ditadura.

O ex-vereador e jornalista Luiz Paulo Costa destacou a necessidade de “passar a história do período da ditadura a limpo para que finalmente nós possamos olhar e construir com maior segurança o nosso futuro, o futuro do país, para um Brasil melhor”.

A próxima audiência, de um total de oito, está marcada para o dia 16 de outubro e serão divididas pelos temas: O ano de 1964 em São José dos Campos; O ano de 1964 no ITA; São José dos Campos e o ITA no ano de 1975; A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos; Movimentos Estudantis de 1964 a 1985; Perda e Reconquista da autonomia política de São José dos Campos; e A luta pela anistia dos trabalhadores demitidos por greve no período da ditadura. As audiências serão realizadas às quartas-feiras, às 14h, no plenário da Câmara.

Clique aqui e veja mais fotos.

A mesa de trabalho da solenidade foi composta pela presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT); os vereadores Willis (PP), Carlinhos Tiaca (PMDB), Dulce Rita (PSDB) e Tonhão Dutra (PT); o presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Alcemir Palma; a coordenadora do Pró-Memória, professora Maria Aparecida Papali; os perseguidos políticos Luiz Paulo Costa, Pedro Lobo e Ovidio Ferreira; e Marlene Gartenkraut, esposa do ex-reitor do ITA homenageado com a denominação da comissão.