OIT nomeia Wagner Moura embaixador da luta contra trabalho escravo

OIT nomeia Wagner Moura embaixador da luta contra trabalho escravo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) nomeou Wagner Moura como embaixador, no âmbito de uma campanha global de mobilização contra o trabalho escravo. O ator colabora com a OIT desde 2013, quando apoiou a campanha “Cartão Vermelho contra o trabalho infantil”.

Wagner Moura“Nós estamos super contentes de trabalhar com o Wagner, porque ele tem uma grande reputação como militante pelos direitos humanos no Brasil. O seu perfil também está crescendo a nível internacional. Ele pode ser um poderoso defensor desta causa, ajudando a OIT a passar a mensagem para aqueles com o poder de mudar a situação, e também se conectar com as pessoas, especialmente os jovens. O trabalho escravo está ao nosso redor, em países ricos e pobres, e todos nós podemos e devemos fazer a nossa parte para acabar de uma vez por todas com a escravidão moderna”, disse a diretora de Comunicação da OIT, Marcia Poole.

Em junho de 2014, a Conferência Internacional do Trabalho da OIT decidiu dar um novo impulso à luta global contra o trabalho forçado, incluindo o tráfico de pessoas e as práticas análogas à escravidão. A Conferência votou com uma enorme maioria a adoção de um novo instrumento internacional, o Protocolo à Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930.

Em 12 de junho de 2015, a OIT lançou a campanha 50 for Freedom. Esta campanha global tem como objetivo aumentar a conscientização sobre o trabalho forçado e mobilizar o apoio do público para conseguir com que pelo menos 50 países ratifiquem o Protocolo até 2018.

A campanha foi lançada pelo Prêmio Nobel da Paz de 2014, Kailash Satyarthi, e pelo diretor-geral da OIT, Guy Ryder, durante um evento na sala do Conselho de Direitos Humanos na sede da ONU em Genebra. Satyarthi e Ryder inauguraram um painel com milhares de assinaturas apoiando o fim da escravidão moderna, incluindo as do presidente da França, François Hollande, do presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e do ministro do Trabalho do Níger, Salissou Ada. O Níger foi o primeiro país a ratificar o Protocolo.

 

 

Fonte: ONU Brasil

Um outro mundo é possível

As últimas três décadas foram de grandes mudanças em razão das conquistas das mulheres. Esses avanços se deram tanto no setor econômico, social, político, intelectual, artístico, técnico e científico. Com essa transformação a mulher submissa, o ‘sexo frágil’, está cada vez  mais deixando de existir, dando lugar à mulher independente, trabalhadora, ciente de seus direitos.

Hoje temos mulheres nos tribunais, exercendo a profissão de advogadas, promotoras, juízas, profissões que eram antigamente, exclusivamente para os homens. Temos ainda a presença feminina em todos os níveis executivos das empresas e do governo. Muitos países têm na presença feminina, seus primeiros mandatários.  O Brasil quebrou paradigmas elegendo um operário presidente e agora temos a possibilidade de elegermos uma   mulher para governar nosso país.

Todas essas vitórias mudaram a vida das mulheres e toda sociedade, mas ainda há lutas que seguem atuais como salário igual para trabalho igual, divisão de trabalho doméstico e o combate à violência. O Brasil já ratificou a Convenção 100 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata da remuneração igual para trabalho igual.

A luta das mulheres vem de muitos séculos, mas mudanças profundas ocorreram em razão da luta das 130 tecelãs, queimadas vivas durante uma greve. Em reconhecimento a coragem dessas trabalhadoras, há exatos 100 anos foi aprovada pela 2º Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, o 8 de Março.

Ainda estamos escrevendo nossa história pela igualdade. Por isso, mulheres de pelo menos 135 países estão mobilizadas na Marcha Mundial de Mulheres, porque acreditamos que um outro mundo é possível. No Brasil, milhares de mulheres estão marchando de Campinas a São Paulo, desde o último dia 8 até o dia 18 de março.

Um grupo de mulheres de São José está participando da Marcha, que pede o fim da violência, diminuição da pobreza e a igualdade de direitos. Ainda que essas metas não tenham sido plenamente alcançadas, temos muito a comemorar com as conquistas do governo Lula. Além da Lei Maria da Penha, criada para combater a violência doméstica, também avançamos com a ampliação da Licença Maternidade para 6 meses, que deve ser para todas; com o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com investimento de R$ 1 bilhão.

O descaso do PSDB com as mulheres é enorme, tanto que o governo nem mesmo aderiu ao Pacto. O programa prevê o financiamento de projetos como a Casa Abrigo, que está na Lei Maria da Penha e é uma das medidas protetivas à mulher e seus filhos, que correm risco de morte.  Mas apesar das mobilizações, o prefeito ao menos apresentou um projeto!

Por isso, estamos iniciando a campanha Casa Abrigo: Essa luta Também é Minha, onde a população assina um cartão reivindicando esse direito, que será entregue ao prefeito Cury.

As adesões estão sendo feitas, principalmente, em frente à antiga Câmara durante todo o mês, onde estão expostos ‘16 corpos’ de madeira, que representam 16 mulheres assassinadas, vítimas da violência doméstica.

Acabar com a violência doméstica é uma luta de toda sociedade. Por isso, contamos com o seu apoio!


Amélia Naomi

Vereadora de São José dos Campos