IG: Após eleição de Trump, racismo ganha força e Michelle Obama é vítima de ataque

IG: Após eleição de Trump, racismo ganha força e Michelle Obama é vítima de ataque

Durante a campanha presidencial dos EUA, muito se foi falado sobre os duros – e questionáveis – posicionamentos do candidato Donald Trump e como isso se refletia nas ruas. Hoje, com sua vitória, vemos uma preocupante onda de ataques e retrocessos no pensamento da população americana em relação ao machismo e racismo, pontos que foram duramente combatidos durante o governo do Presidente Barack Obama.

Leia a matéria do Portal IG sobre o caso de racismo contra Michele Obama (primeira-dama dos Estados Unidos):

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, que se deu na madrugada da última quarta-feira (9), já tem se refletido em algumas manifestações preocupantes de seus apoiadores. A última delas é uma polêmica que envolve a atual primeira-dama norte-americana, Michelle Obama.

Alvo de um comentário racista publicado pela responsável por uma organização sem fins lucrativos e apoiado pela prefeita de cidade de Clay, em Virginia Ocidental, Michelle Obama foi chamada de “macaco de saltos altos”.

De acordo com o jornal The Washington Post, Pamela Ramsey Taylor, diretora da organização não lucrativa Clay County Development Corp, localizada em Clay, publicou em sua página no Facebook: “Será refrescante ter uma primeira-dama bonita, digna e cheia de classe de volta à Casa Branca. Estou farta de ver um macaco de saltos altos”.

racismoO comentário faz referência à esposa de Trump, Melania Trump, que assumirá o cargo de primeira-dama – hoje ocupado por Michelle – quando o magnata tomar posse da presidência dos Estados Unidos, no próximo dia 20 de janeiro. Apesar do tom do comentário, a prefeita de Clay, Beverly Whaling, registrou o seu apoio à Pamela, dizendo “Just made my day Pam” (em português, “Você me fez ganhar o dia, Pam”).

Amplamente criticado pelos internautas, não só o comentário foi apagado como a página oficial de Pamela também. A página da prefeita de Clay também não está disponível para os internautas que frequentam a rede social.

Como reação ao caso, uma petição online foi criada para pedir o afastamento das duas em seus respectivos cargos. A petição já conta com mais de 87 mil apoiadores.

A prefeitura de Clay não se pronunciou sobre o caso. Em compensação, a diretora da organização não lucrativa já foi substituída.

 

Fonte: Último Segundo – iG

 

Para Secretária de Mulheres do PT-SP, Dilma é exemplo de força, coragem e luta

Para Secretária de Mulheres do PT-SP, Dilma é exemplo de força, coragem e luta

Uma das organizadoras do encontro de mulheres das entidades que compõem a Frente Brasil Popular, a secretária de Mulheres do PT-SP, Marta Domingues, a Martinha, avalia que a presidenta eleita está confiante de que vai voltar ao cargo que lhe foi tirado por um “golpe de Temer e seus comparsas”.

“A presidenta eleita está serena e confiante, confiante que vai voltar à cadeira da presidência que nos foi roubada”, disse.

Martinha Secretaria Mulheres PTA avaliação de Martinha foi feita após o ato que reuniu centenas de mulheres, na Casa de Portugal, no Centro de São Paulo.

A secretaria de Mulheres do PT-SP acredita que as mulheres devem se espelhar na Dilma, que classifica como exemplo de força, coragem e luta. “Estamos aqui para nos espelhar no exemplo que é a presidenta Dilma, exemplo de força, coragem e luta.

Em seu discurso, a presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral, denunciou o machismo golpista e enalteceu a primavera feminista.

Representando o PCdoB, a ex-deputada Ana Martins pontuou que as mulheres devem lutar até o fim para defender o mandato eleito nas urnas.

A secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente, frisou que o golpe foi uma forma que a oposição encontrou para implementar a agenda derrotada nas eleições.

Em nome de todas as mulheres da classe trabalhadora, a vice-presidenta da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Carmen Foro, deu um abraço na presidenta Dilma.

A prefeita de Araçoiaba da Serra, Mara Melo, e a artista Tininha Petta foram as responsáveis pela condução do evento.

O presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza, acompanhou o ato inteiro no meio da plateia.

Estudante da USP vira réu por estupro e foge para o exterior

Estudante da USP vira réu por estupro e foge para o exterior

Mais um aluno da Universidade de São Paulo (USP) acusado de estupro virou réu na Justiça. O juiz Donek Hilsenrath Garcia, da 1.ª Vara Criminal de Pirassununga, aceitou denúncia contra o estudante de Medicina Veterinária intercambista Aylton Lino Rangeiro Leão, de 22 anos, que veio de Moçambique para estudar na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA-USP). O Estado teve acesso aos autos do processo, sob sigilo. O jovem deixou o País em dezembro.

Leão é acusado de ter abusado sexualmente de uma estudante da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que estava alcoolizada, na festa universitária Volta da Pinga, no interior da República Bohemia, na FZEA, em julho de 2013. O caso foi revelado pela aluna na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trote, na Assembleia Legislativa.

CPI Trote estuproEste é o segundo caso de estupro aceito pela Justiça desde a CPI – em janeiro, o Estado revelou que um estudante da Faculdade de Medicina da USP também virou réu. O episódio já foi investigado em sindicância interna, que concluiu em maio do ano passado que houve estupro e indicou como punição a expulsão. O documento foi repassado à Comissão de Direitos Humanos, mas até agora não houve decisão. Procurada, a universidade disse que o processo está em andamento, mas não se manifesta em casos sob sigilo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem dirigiu-se a um dos quartos do imóvel, onde foi abordada pelo acusado, que tentou beijá-la e tocá-la. Ela teria resistido às investidas, mas dormiu no local. Algum tempo depois, acordaria com as calças abaixadas e com o rapaz a penetrando. Um funcionário confirmou a história ao MP, que chegou a pedir a retenção do passaporte do estudante, mas a decisão do juiz proibindo o acusado de se ausentar do País só viria no dia 24 de dezembro, uma semana depois da viagem. A denúncia havia sido feita em 2 de dezembro.

À Justiça, o advogado de Leão, Julio Cesar Reis Marques, diz que a denúncia está fundamentada “unicamente” por elementos circunstanciais e que a vítima “adota comportamento atípico, evidenciado pelo seu ativismo feminista e necessidade de exposição”. A estudante violentada diz que sofreu ameaças.

DEPOIMENTO – ‘Recebi ameaça pela internet’

“A minha faculdade foi ágil na apuração. O resultado e a postura da comissão foram até surpreendentes para quem vive em um mundo machista em que sempre se culpa a vítima. Mas, depois que o processo foi para reitoria, não me falaram nada.

Hoje eu tenho de tomar muito cuidado com as minhas faltas desde o ocorrido, porque além de ter faltado por depressão, recentemente tive de faltar para ir ao escritório de advocacia que está ajudando no meu caso.

Também tenho recebido ameaças pela internet por ter denunciado meu estupro. São adolescentes e velhos que dizem que eu mereci ser estuprada e deveria ficar quieta. Às vezes isso me assusta um pouco e eu fico um tempo sem conseguir me concentrar.

Fico imaginando tudo que eu deixei de aproveitar na faculdade, por causa do estupro, tanto social quanto academicamente. Mas hoje consigo ter orgulho de ter denunciado e ser um pequeno exemplo para outras meninas.”

(Estudante de 29 anos que denunciou o estupro)

Luiz Fernando Toledo

Em defesa da democracia, Dilma Rousseff se encontrará com mulheres em São Paulo no dia 8

Em defesa da democracia, Dilma Rousseff se encontrará com mulheres em São Paulo no dia 8

A Praça da Sé, no centro de São Paulo, será palco do Encontro de Dilma com Mulheres em Defesa da Democracia, que ocorre na próxima sexta-feira, 8 de julho, a partir das 16 horas.

As mulheres do Estado de São Paulo recebem a presidenta legitimamente eleita, que tem viajado o País para denunciar o ataque à democracia e a retirada de direitos sociais promovido pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB).

Mulher contra o golpeNa ocasião, as participantes também irão denunciar o descaso de Temer com as políticas para mulheres, que perdeu sua importância e agora está subordinada ao ministério da Justiça, com o ministro machista Alexandre de Moraes (PSDB), que criminaliza os movimentos sociais, é permissivo com a violência institucional e é contra os direitos e emancipação das mulheres.

Para piorar, foi nomeada como secretária de Mulheres a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB/AP), investigada pela Polícia Federal na participação de uma articulação criminosa, com desvio de R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares para uma ONG fantasma.

Como parte da atividade, haverá ato cultural com as participações das cantoras Luana Hansen, Sharylaine e do bloco afro Ilú Obá de Min.

Serviço

Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia
Praça da Sé, SP
Na próxima sexta-feira, 8 de jullho
A partir das 16h

Clique aqui para confirmar presença

 

 

Fonte: Linha Direta

Ana Perugini pede vigilância e endurecimento de leis de proteção às mulheres

Ana Perugini pede vigilância e endurecimento de leis de proteção às mulheres

A deputada Ana Perugini (PT-SP), coordenadora do Núcleo de Mulheres da Bancada do PT na Câmara, manifestou indignação com o caso recente de estupro coletivo cometido contra uma adolescente no Rio de Janeiro. “Não canso de me perguntar: o que passava pela cabeça dos cerca de 30 homens que violentaram uma menina de 16 anos e compartilharam as imagens na Internet? Que sintonia perversa teria os unido na prática de um crime tão bárbaro, que machuca o corpo, fere a dignidade, agride a alma e deixa a mulher marcada pelo resto da vida?”, indagou a deputada, em artigo por ela publicado.

Deputada Estadual Ana PeruginiNa avaliação da parlamentar, a barbárie que chocou o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo, não é um fato isolado em um país onde predomina “a cultura patriarcal, machista e misógina, na qual a mulher é vista como objeto de cama e mesa, sujeita a agressões, assassinatos e a ocupar o lugar predeterminado pelos homens”.

Lembra a deputada Perugini que, no Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, segundo o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Em 2014, 47,6 mil mulheres foram estupradas em todo o país, sendo 5,7 mil apenas no Rio de Janeiro. Essa estatística é inaceitável!”, analisa.

Ainda, na avaliação da parlamentar, apesar dos avanços conquistados – desde o direito ao voto à eleição de uma presidenta da República, passando pela criação de leis para o enfrentamento da violência contra a mulher, como a do Feminicídio e a Maria da Penha, e pela ampliação de políticas afirmativas, sobretudo nos governos dos presidentes Lula e Dilma -, ainda temos o sexismo impregnado em nossa cultura, um terreno fértil para a intolerância e o ódio.

estupro3“Estupro é violência, crime hediondo, constrangimento, tortura, desrespeito, crueldade, atrocidade, é a violação da dignidade e dos direitos humanos. Só conseguiremos combatê-lo com políticas públicas efetivas, tanto no enfrentamento como na prevenção”, recomendou.

Ana Perugini sugere que as polícias, o Ministério Público e o Judiciário, instituições responsáveis pela investigação e pelo julgamento, precisam agir com mais rigor e não permitir que a atmosfera de impunidade encoraje a prática de atrocidades como essa.

“A nós, da Câmara Federal e do Senado, cabe o esforço concentrado para endurecer a legislação existente e criar novas leis. Mais do que nunca, temos de aumentar a vigilância, para impedir que as políticas públicas para mulheres criadas na última década, como a Casa da Mulher Brasileira, não se percam com o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, extinto pelo governo ilegítimo de Michel Temer”, disse.

 

Fonte: Linha Direta