“Lamento que o preconceito tenha sido mais importante que a saúde dos brasileiros”, diz Lula em carta a cubanos

“Lamento que o preconceito tenha sido mais importante que a saúde dos brasileiros”, diz Lula em carta a cubanos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou neste fim de semana uma carta aos médicos cubanos que participaram nos últimos anos do programa Mais Médicos no Brasil. No texto de agradecimento, Lula reconhece os laços criados entre os profissionais de saúde e as comunidades mais pobres do país, que antes do programa conviviam com a falta de atenção básica. “Que coisa bonita uma ilha latino-americana que exporta médicos para o mundo. Muito melhor do que países ricos que exportam soldados e derrubam bombas em comunidades pobres. Cuba exporta vida, carinho, saúde”, escreveu Lula. Leia a íntegra da carta:

 

Queridos amigos de Cuba,

A saúde não é um bem, não é uma propriedade privada. A saúde é vida, condição primeira para fazermos qualquer coisa nesse mundo. Os serviços de saúde não podem ser mais um comércio como outro qualquer. E o ofício de quem cuida da saúde dos outros sempre será dos mais belos, sempre será uma missão, um ato de generosidade e carinho por outro ser humano.

 

No Brasil, os médicos de Cuba foram onde não havia médicos brasileiros. Em muitas comunidades pobres, distantes, de indígenas, que jamais tinham sido assistidas por um profissional da saúde.

 

Muitos criticaram o governo da presidenta Dilma Rousseff por trazê-los. Seria bom se não precisássemos. Se o Brasil tivesse tantos médicos que eles ocupassem todas as vagas pelo interior e periferias pobres do Brasil. Que bom seria se tivéssemos, como Cuba, médicos até para exportar para outros países! Que coisa bonita uma ilha latino-americana que exporta médicos para o mundo. Muito melhor do que países ricos que exportam soldados e derrubam bombas em comunidades pobres. Cuba exporta vida, carinho, saúde.

 

Mas não temos tantos médicos. O Brasil foi o último país da América do Sul a ter uma universidade, só em 1922. E isso porque tinham que criar uma para dar um título de doutor para o Rei da Bélgica! Brasil e Cuba viveram séculos de escravidão e exploração colonial. Mas dos dois só Cuba tem médicos para exportar para o mundo.

 

No Brasil, medicina era curso exclusivo de filho de rico antes do Partido dos Trabalhadores chegar ao governo. O filho do pobre não tinha direito nem de SONHAR em ser médico antes do PT. Criamos cotas para negros e estudantes de escolas públicas nas universidades federais, ampliamos os mecanismos para os jovens poderem estudar em escolas privadas de graça ou pagando poucos juros após fazerem o curso. Abrimos novas universidades, inclusive cursos de medicina, no interior do país. Aumentamos o número de jovens pobres e negros no ensino superior. Quando deram o golpe na democracia em 2016, para tirar o PT do governo, uma das primeiras medidas adotadas foi impedir a criação de novos cursos de medicina no país. Proibir que se ensine mais profissionais de saúde. Um absurdo.

 

Mas mesmo o governo de Michel Temer, a pedido dos prefeitos das cidades, que sabem a dificuldade que era encontrar médicos para postos de saúde, manteve o Mais Médicos entre 2016 e 2018.

 

Quando os médicos cubanos chegaram ao Brasil tentaram de todo o jeito desqualificá-los. Mas eles venceram pela qualidade do serviço prestado ao povo brasileiro. Pela dedicação, pela atenção, pelo conhecimento e profissionalismo, pela medicina humana e preventiva que praticam. Ganharam o carinho e a gratidão de milhões de brasileiros, que agora temem voltar a ficar sem a assistência que salvou tantas vidas no Brasil.

 

Eu lamento que o preconceito do novo governo contra os cubanos tenha sido mais importante que a saúde dos brasileiros que moram em comunidades mais distantes e carentes.

 

Eu agradeço aos médicos cubanos que superaram as críticas e preconceitos e nos ensinaram que uma medicina mais humana não só é possível, como é mais eficiente para melhorar os padrões de saúde de nossas comunidades. No final os cubanos trocaram experiências e conhecimentos com muitos médicos brasileiros, e chamaram a atenção de todos para a importância da medicina preventiva e da atuação na saúde das famílias.

 

Por isso quero dizer ao povo de Cuba: tenham muito orgulho dos seus médicos e das suas escolas de medicina. Vocês conquistaram milhões de admiradores, milhões de pessoas gratas no Brasil.

 

O distrito de Batinga, na cidade de Itanhém, na Bahia, organizou uma passeata com toda a comunidade para se despedir do Doutor Ramon Reyes, que atendeu por anos no local e conquistou a todos. Saíram com faixas agradecendo o bem que esse médico fez e com esperança que ele um dia retorne. Uma homenagem simples e sincera de um povo que recebeu os cuidados atenciosos de um filho de uma ilha distante do Caribe, cercada por décadas por um feroz bloqueio pelo país mais poderoso do planeta, e que, ainda assim, consegue exportar médicos e conhecimento.

 

Os laços de fraternidade entre os povos são muito mais fortes que o ódio irracional de alguns representantes das elites.

 

É a lição que os médicos cubanos ensinam em tantos países do mundo e também nos ensinaram no Brasil.

 

Muchas Gracias,

 

Luiz Inácio Lula da Silva

 

Por Lula

Chico Buarque denuncia judicialização da política a Papa Francisco

Chico Buarque denuncia judicialização da política a Papa Francisco

O cantor e compositor Chico Buarque foi recebido, nesta terça-feira (11), pelo Papa Francisco. Na ocasião, também estavam presentes a advogada Carol Proner, o advogado argentino Roberto Carlés e a ativista e escritora italiana Grazia Tuzi.

O grupo entregou ao santo padre um relatório de mil páginas com denúncias de processos do que chamam de “judicialização seletiva da política” na Argentina, no Equador e no Brasil.

“Não é exagero reconhecer que o ‘lawfare’ [uso da lei na disputa política] se transforma em um dos maiores perigos para a democracia no mundo e não apenas na América Latina”, diz o documento.

Visita em agosto

A advogada Carol Proner já havia sido recebida pelo Papa, em agosto. Ela estava acompanhada por Marinete Silva, mãe da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ, além da pastora luterana Cibele Kuss e de Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da CNV (Comissão Nacional da Verdade).


Na ocasião, ela entregou dois livros ao pontífice: um deles sobre o impeachment de Dilma Rousseff e o outro sobre a sentença do juiz Sergio Moro, que condenou Lula.


“Eu expliquei a ele que a forma como a Operação Lava Jato está sendo conduzida, com a flexibilização de provas, de forma seletiva, e com a mídia elegendo juízes heróis, acaba gerando injustiças”, afirma ela.


“Disse que o próprio Supremo Tribunal Federal violou um direito universal, que é o da presunção da inocência. Expliquei que isso prejudica não apenas o Lula, mas milhares de pessoas que estão na mesma situação e que têm violado seus direitos de forma irreparável”.

 

 

Por Revista Fórum

Casos de violência se espalham pelo país, provando qual candidato representa o extremismo

Casos de violência se espalham pelo país, provando qual candidato representa o extremismo

A forte campanha de ódio promovida pelo candidato Jair Bolsonaro já provocou tristes e inaceitáveis resultados.  Na última segunda (8), o mestre capoeirista Moa do Katendê foi morto com 12 facadas nas costas, em Salvador (BA), depois de falar que havia votado em Fernando Haddad.

 

Esse fato lamentável e criminoso revela a intolerância extrema, mas outras graves situações vêm demonstrando o perigo do comportamento intransigente da ala radical bolsonarista, que não aceita ideias, opções ou orientações diferentes.

 

Veja só:

O livro infanto-juvenil Meninos sem pátria foi censurado no colégio Santo Agostinho, no Rio, por pressão de alguns pais. Eles não queriam que seus filhos lessem uma história inspirada na vida de um jornalista perseguido pela ditadura militar.

 

Homem com boné do MST foi agredido no Paraná. Segundo relatos, agressores eram parte de uma torcida organizada e proferiram gritos de apoio ao deputado Jair Bolsonaro:  “aqui é Bolsonaro”

 

Na Universidade de Brasília, livros que tratam dos direitos humanos foram rasgados na biblioteca. Dá pra acreditar? Até obras de referência sobre artistas do Renascimento estão sendo alvo de vandalismo.

 

Um grupo, no metrô da Sé, em São Paulo, ameaçou: “Ô bicharada, toma cuidado/ O Bolsonaro vai matar viado”.

 

Nem o cachorro, de nome Marley, que latiu para uma carreata em apoio a Bolsonaro, que passava pelas ruas de Muniz Ferreira (BA), escapou do ódio. Ele morreu depois de tomar três tiros disparados por um integrante da carreata que tinha se irritado com os latidos.

 

Um eleitor, usando o cano de uma pistola, digitou e confirmou o número de seu candidato (17) na urna eletrônica. Muito orgulhoso, postou o vídeo nas redes sociais.

 

Uma jornalista, em Recife (PE), foi agredida por dois homens ao sair do local de votação. Um deles vestia uma camiseta do Bolsonaro. “Tinham um ferro, tipo um canivete. Viram meu crachá e disseram que eu era ‘riquinha’ e ‘de esquerda’ e também ameaçaram um estupro”, relatou a jornalista.

 

Um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) mostra que em 2018 se registraram mais de 120 agressões a jornalistas em contexto político-eleitoral. Foram 64 ocorrências de assédio em meios digitais e 59 vítimas de atentados físicos.

 

 

É para barrar essa intransigência incentivada por Bolsonaro – e tempos sombrios pela frente – que dia 28 de outubro somos Haddad 13!

5 pontos pra você comparar os dois candidatos à presidência

5 pontos pra você comparar os dois candidatos à presidência


nosso plano de governo é tão mais completo e democrático que é até difícil de comparar com o do nosso adversário, né?

Mas, se você ainda tem alguma dúvida, preparamos um comparativo de alguns pontos dos dois planos de governo, pra ficar mais fácil você decidir pelo Haddad:

 

1. Imprensa

Haddad: medidas para democratizar a imprensa e combater monopólios, como a Globo (p. 16)

Bonoraro: manter a mídia no controle dos poderosos e de famílias de políticos (p. 7)

 

2. Segurança

Haddad: Plano Nacional de Redução de Homicídios, modernização das políticas e valorização dos salários (p. 31)

Bonoro: carta branca para policiais matarem sem medo de serem julgados (p. 10) e redução da maioridade penal (p. 32)

 

3. Cultura

Haddad: criar um novo ciclo de políticas públicas em diálogo com toda a comunidade artística

Salnorabo: está em dúvida entre acabar com o Ministério da Cultura (https://bit.ly/2zCYS0i) e entregá-lo na mão do ex-ator pornô Alexandre Frota (https://glo.bo/2ADxmQR)

 

4. Agronegócio

???? Haddad: aumento da eficiência das pastagens, incentivo à agricultura familiar e reforma agrária (p. 56)

???? Bolsoliro: propostas genéricas que não significam muita coisa (p. 69)

 

5. Sindicatos

Haddad: valorização de sindicatos e associações que defendem os direitos dos trabalhadores (p. 40)

Bozonaro: perseguição aos sindicatos e trabalhadores (p. 64)

 

Quer confirmar? Dá uma olhada nos planos de governo:

 

PLANO DE GOVERNO HADDAD 

PLANO DO BOLSONARO