Estudante da USP vira réu por estupro e foge para o exterior

Estudante da USP vira réu por estupro e foge para o exterior

Mais um aluno da Universidade de São Paulo (USP) acusado de estupro virou réu na Justiça. O juiz Donek Hilsenrath Garcia, da 1.ª Vara Criminal de Pirassununga, aceitou denúncia contra o estudante de Medicina Veterinária intercambista Aylton Lino Rangeiro Leão, de 22 anos, que veio de Moçambique para estudar na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA-USP). O Estado teve acesso aos autos do processo, sob sigilo. O jovem deixou o País em dezembro.

Leão é acusado de ter abusado sexualmente de uma estudante da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que estava alcoolizada, na festa universitária Volta da Pinga, no interior da República Bohemia, na FZEA, em julho de 2013. O caso foi revelado pela aluna na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trote, na Assembleia Legislativa.

CPI Trote estuproEste é o segundo caso de estupro aceito pela Justiça desde a CPI – em janeiro, o Estado revelou que um estudante da Faculdade de Medicina da USP também virou réu. O episódio já foi investigado em sindicância interna, que concluiu em maio do ano passado que houve estupro e indicou como punição a expulsão. O documento foi repassado à Comissão de Direitos Humanos, mas até agora não houve decisão. Procurada, a universidade disse que o processo está em andamento, mas não se manifesta em casos sob sigilo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem dirigiu-se a um dos quartos do imóvel, onde foi abordada pelo acusado, que tentou beijá-la e tocá-la. Ela teria resistido às investidas, mas dormiu no local. Algum tempo depois, acordaria com as calças abaixadas e com o rapaz a penetrando. Um funcionário confirmou a história ao MP, que chegou a pedir a retenção do passaporte do estudante, mas a decisão do juiz proibindo o acusado de se ausentar do País só viria no dia 24 de dezembro, uma semana depois da viagem. A denúncia havia sido feita em 2 de dezembro.

À Justiça, o advogado de Leão, Julio Cesar Reis Marques, diz que a denúncia está fundamentada “unicamente” por elementos circunstanciais e que a vítima “adota comportamento atípico, evidenciado pelo seu ativismo feminista e necessidade de exposição”. A estudante violentada diz que sofreu ameaças.

DEPOIMENTO – ‘Recebi ameaça pela internet’

“A minha faculdade foi ágil na apuração. O resultado e a postura da comissão foram até surpreendentes para quem vive em um mundo machista em que sempre se culpa a vítima. Mas, depois que o processo foi para reitoria, não me falaram nada.

Hoje eu tenho de tomar muito cuidado com as minhas faltas desde o ocorrido, porque além de ter faltado por depressão, recentemente tive de faltar para ir ao escritório de advocacia que está ajudando no meu caso.

Também tenho recebido ameaças pela internet por ter denunciado meu estupro. São adolescentes e velhos que dizem que eu mereci ser estuprada e deveria ficar quieta. Às vezes isso me assusta um pouco e eu fico um tempo sem conseguir me concentrar.

Fico imaginando tudo que eu deixei de aproveitar na faculdade, por causa do estupro, tanto social quanto academicamente. Mas hoje consigo ter orgulho de ter denunciado e ser um pequeno exemplo para outras meninas.”

(Estudante de 29 anos que denunciou o estupro)

Luiz Fernando Toledo

Luiza Brunet: para promotor do caso, existem provas de que houve o crime

Luiza Brunet: para promotor do caso, existem provas de que houve o crime

Atriz e ex-modelo diz que teve medo e vergonha de fazer a denúncia de agressão contra o ex-namorado

Em entrevista ao “Fantástico”, o promotor responsável pelo caso, Carlos Bruno Gaya da Costa, disse que “houve um crime”. Afirmou ainda que, com base em exames e imagens apresentados por Luiza Brunet — que, além de marcas profundas no rosto, teria sofrido lesões nas pernas e fraturado quatro costelas —, há provas da agressão sofrida pela modelo.

Luiza BrunetEmbora não tenha gravado entrevista, Luiza enviou uma nota ao programa da TV Globo. “Nos últimos dois dias, venho recebendo o carinho de meus familiares, amigos e de toda a sociedade brasileira. Isso é o que me dá forças para seguir na luta pelo fim da violência contra as mulheres”, diz o texto.

A atriz continua: “Mantive união estável com um homem que eu acreditava que cuidaria de mim. Me enganei. Fui vítima de grave agressão, tive medo de denunciar, tive vergonha. Foi o apoio de minha família, amigos e a ajuda de profissionais que me trouxeram a coragem necessária para levar adiante a denúncia de agressão.”

“Nada justifica a agressão”

Luiza também refuta críticas feitas a ela: “Muito tem sido dito a meu respeito, é triste ver pessoas buscando uma ação minha para justificar a agressão. Nada justifica uma agressão. Infelizmente ainda vivemos a cultura de que a vítima é culpada de alguma forma. Só quem vive isso sabe do pavor e dos sentimentos conflitantes que tomam conta da gente (…) Tenho minha consciência tranquila, nada fiz de errado. Fui vítima, como milhares de mulheres são diariamente em nosso país.” E conclui falando sobre o trauma sofrido: “Agora vou continuar cuidando das marcas psicológicas que ficaram em mim, essas são as mais difíceis de curar.”

Em nota, os advogados do empresário disseram que ele está no exterior e ainda não foi intimado pela Justiça ou pelo Ministério Público para depor. Segundo o texto, Parisotto tem todo o interesse em esclarecer os fatos.

 

 

 

Fonte: Compromisso e Atitude – Lei Maria da Penha

Em defesa da democracia, Dilma Rousseff se encontrará com mulheres em São Paulo no dia 8

Em defesa da democracia, Dilma Rousseff se encontrará com mulheres em São Paulo no dia 8

A Praça da Sé, no centro de São Paulo, será palco do Encontro de Dilma com Mulheres em Defesa da Democracia, que ocorre na próxima sexta-feira, 8 de julho, a partir das 16 horas.

As mulheres do Estado de São Paulo recebem a presidenta legitimamente eleita, que tem viajado o País para denunciar o ataque à democracia e a retirada de direitos sociais promovido pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB).

Mulher contra o golpeNa ocasião, as participantes também irão denunciar o descaso de Temer com as políticas para mulheres, que perdeu sua importância e agora está subordinada ao ministério da Justiça, com o ministro machista Alexandre de Moraes (PSDB), que criminaliza os movimentos sociais, é permissivo com a violência institucional e é contra os direitos e emancipação das mulheres.

Para piorar, foi nomeada como secretária de Mulheres a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB/AP), investigada pela Polícia Federal na participação de uma articulação criminosa, com desvio de R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares para uma ONG fantasma.

Como parte da atividade, haverá ato cultural com as participações das cantoras Luana Hansen, Sharylaine e do bloco afro Ilú Obá de Min.

Serviço

Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia
Praça da Sé, SP
Na próxima sexta-feira, 8 de jullho
A partir das 16h

Clique aqui para confirmar presença

 

 

Fonte: Linha Direta

Bolsonaro vira réu no STF por apologia ao estupro e injúria

Bolsonaro vira réu no STF por apologia ao estupro e injúria

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, nesta terça-feira (21), denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por ter dito, em entrevista, que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada. Ele responderá por apologia ao crime e injúria.

Em dezembro de 2014, Bolsonaro disse que Maria do Rosário não merecia ser estuprada e um dia depois, ele afirmou ao “Zero Hora”que ela não merecia ser estuprada porque “ela é muito ruim e muito feia”. “Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”.

estupro3A deputada Maria do Rosário apresentou uma queixa-crime no STF pelos crimes de injúria e calúnia. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou a Suprema Corte por apologia ao crime.

O ministro Luiz Fux, relator do caso, descartou a imunidade parlamentar para declarações dadas à imprensa e sem qualquer relação com o exercício do mandato. Essa era a tese utilizada pela defesa do parlamentar. O caso, julgado pela Primeira Turma, ainda teve votos favoráveis a denúncia contra Bolsonaro de Edson Fachin, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

Condenação e multa
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu manter a condenação do deputado Jair Bolsonaro em indenizar a deputada Maria do Rosário em R$ 10 mil por ter dito que não a estupraria porque ela “não merece”, durante sessão no Congresso Nacional. Em decisão de 2015, o Tribunal determinou ainda que parlamentar publicasse retratação em jornais de grande circulação.

 

Fonte: Linha Direta

Procurador suíço vem ao Brasil para discutir “trensalão”; caso cheio de provas está sendo arrastado há anos

Procurador suíço vem ao Brasil para discutir “trensalão”; caso cheio de provas está sendo arrastado há anos

O procurador geral do Ministério Público da Suíça, Michael Lauber, juntamente com outros membros da instituição, estará no Brasil a partir desta terça-feira (15) e permanecerá no País até quinta-feira (17). O objetivo é estabelecer uma maior cooperação nas investigações referentes ao caso Alstom e sobre o cartel de trens de São Paulo – escândalo conhecido como “trensalão”.

O Brasil vem tentando desde o ano passado transferir os processos de investigação criminais contra a Alstom, o que na prática possibilitaria o acesso a documentos e detalhes das contas bancárias dos envolvidos e que hoje se encontram bloqueadas por decisão judicial.

Em 2014, a Polícia Federal indiciou 33 pessoas suspeitas de envolvimento com um cartel que atuava junto ao setor metroferroviário de São Paulo que teria atuado entre 1998 e 2008. Na ocasião os governadores de São Paulo eram Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos pertencentes aos quadros do PSDB.

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) disse esperar que, a partir dessa cooperação direta do Ministério Público suíço, o MP estadual passe a investigar, de fato, essa denúncia que já se arrasta há alguns anos. “O que vemos é uma falta de vontade por parte dos procurados paulistas de investigar esse caso emblemático, que está documentado por fartas provas”, afirmou o parlamentar.

Em vez de assumir uma postura republicana, cumprindo o que realmente é sua função, o Ministério Público de São Paulo, segundo Prascidelli, volta-se a uma conduta direcionada, parcial e seletiva. “Alguns promotores extrapolam suas funções, passando a investigar casos absolutamente alheios ao seu comando, como é o caso das denúncias com relação ao presidente Lula. Em contrapartida, não se movimentam naquilo que está no âmbito da jurisdição deles”.

Justiça – No mês passado, contrariando o juiz de 1ª instância, o Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou o prosseguimento de uma das ações que investiga o escândalo de formação de cartel no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) durante governos do PSDB em São Paulo.

A decisão do TJ-SP foi motivada por um recurso do Ministério Público estadual, que se manifestou contrário à decisão do juiz Rodolfo Pelizzari, que havia rejeitado a denúncia contra um ex-executivo da Siemens, Marco Missawa. A Siemens é apenas uma entre mais de uma dezena de empresas que estão envolvidas no cartel.

Os desembargadores do Tribunal de Justiça acataram o recurso do MP por entender que o juiz Pelizzari agiu de maneira prematura e determinaram que ele dê prosseguimento à denúncia contra Missawa. Nessa ação, outros seis funcionários e ex-funcionários da Siemens e da Hyundai foram denunciados pelos promotores, em 2014, por formação de cartel e fraude em duas licitações.

 

 

Fonte: Portal Linha Direta