Com taxa de isolamento abaixo de 50%, São José é ponto de risco de difusão do coronavírus, diz estudo

Com taxa de isolamento abaixo de 50%, São José é ponto de risco de difusão do coronavírus, diz estudo

Pesquisa apontou São José dos Campos como um dos 13 polos de disseminação do coronavírus no estado. Monitoramento do deslocamento dos moradores mostra que adesão à quarentena é de 49%, abaixo da média estadual.

Por Poliana Casemiro, G1 Vale do Paraíba e Região


São José dos Campos é uma das 13 cidades no estado de São Paulo classificadas como ‘polo de disseminação’ do coronavírus, segundo uma pesquisa da Unesp.

O estudo leva em conta a alta de casos desde o início dos registros no estado, a proximidade com a capital, corredores viários e a baixa adesão ao isolamento social. Em São José, a taxa de isolamento social é de 49%, segundo o levantamento.

A pesquisa foi feita por professores que fazem parte do Centro de Contingenciamento do Coronavírus no estado. A pesquisa visa observar a contenção do vírus nos pontos já com alta da doença e a possível disseminação a partir deles.

Além de São José dos Campos, o estudo apontou como polo São José do Rio Preto, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, Sorocaba e Votuporanga.

ISOLAMENTO SOCIAL 

A pesquisa utilizou dados de mobilidade social medidos por celulares no Estado para avaliar a adesão ao isolamento social. Em parceria com uma empresa de telefonia, a pesquisa observou aparelhos com deslocamento de mais de 200 metros, o que mostra o não cumprimento da quarentena.

Em São José dos Campos, o índice de isolamento social é de 49%, menor que o estadual que é de 52%. O Estado aponta que o ideal é de ao menos 70%.

O infectologista Carlos Fortaleza, parte do grupo de pesquisa, explica que a disseminação acontece de forma hierárquica, levando a doença das cidades maiores para as menores, que dependem dela por questões de infraestrutura e economia.

O especialista alerta que o risco da proliferação é a configuração das cidades em que uma população idosa maior, parte do grupo de risco, e a falta de infraestrutura hospitalar.

“Elas vão depender de São José dos Campos para serem atendidas, mas o deslocamento pode ser longo demais. É papel da cidade proteger os municípios menores”, comenta.

DESLOCAMENTO DO VÍRUS 

A pesquisa também observou a rota de disseminação. A capital é o epicentro da doença no estado. De acordo com geógrafo em saúde, Raul Guimarães, o mapa mostrou que, a partir de São Paulo, o registro de casos aparecem às margens de corredores viários.

No caso de São José dos Campos, a rota de disseminação do vírus é a via Dutra (veja o mapa abaixo).

“Toda a área às margens da Dutra no Vale do Paraíba tem um potencial muito grande de disseminação. Às vezes a pessoa pensa que por não ter nenhum caso no município dela, não tem problema. Mas a forte integração entre as cidades faz com que, quem passa por São José, por exemplo, leve o vírus para a sua cidade menor”, explica.


BRASIL ENTRA NA SEMANA SANTA NO LIMIAR DA EXPLOSÃO DA COVID 19

O Brasil confirmou, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, 17.857 casos hoje, 09/04 e 941 mortes por COVID 19, 141 a mais em relação aos dados de ontem. Outros países que chegaram a esse número vivenciaram nas três semanas seguintes a explosão de casos e óbitos decorrentes da doença:

1.) China – 28 de janeiro: 5.509 casos e 131 mortes – vinte e quatro dias depois: 21 de fevereiro: 75.500

Célula sendo atacada pelo vírus corona. Foto: reprodução.

casos e 2.238 mortes. No dia 08 de abril, a China registrou 82809 casos e 3.337 mortes desde o início da pandemia com cerca de 70 a 80 novos casos diários. As mortes já são raras.

2.) Itália – 11 de março: 12.462 casos e 827 mortes – vinte dias depois, dia 31 de março: 105.792 casos e 12.428 mortes. No dia 08 de abril, a Itália chegou a 139.422 casos e 17.669 mortos pela doença. Embora o número de novos casos esteja caindo, ainda são cerca de 3.500 novos casos por dia e 550 mortes em média.

3.) Estados Unidos – 20 de março: 18.563 casos e 224 mortos confirmados por COVID 19; dezenove dias depois, ou 08 de abril, o país soma 424.945 casos da doença e 14.529 cidadãos norte-americanos já perderam a vida pelo ataque do vírus COROA (corona).

O Brasil chega, de acordo com o observado em outros países, ao patamar da explosão de casos da COVID 19 devendo registrar entre 50 e 60 mil casos nos próximos dez dias, o que mantendo a taxa de letalidade atual, projetaríamos 2.500 a 3.000 mortos por COVID 19. É importante registrar que há inúmeros relatos de subnotificação de casos, o que indica que pode existir um número maior de infectados além da demora e dificuldade de realizar os exames para confirmação da doença.

Mais que nunca é tempo de prevenir e buscar reduzir o que os mapas apontam.

O gráfico abaixo, de novos casos Brasil X EUA,  evidencia o momento em que ocorre a explosão da doença nos Estados Unidos.

No estágio em que se encontra o Brasil, é praticamente impossível impedir a explosão dos casos, porém um esforço unificado de todas as esferas do Estado pode amenizar o sofrimento a que o povo será submetido – com a demanda pelos serviços de saúde superlotados e tristeza pelos óbitos de entes queridos.

A Argentina mostra que quando há unidade no combate à pandemia é possível obter melhores resultados, pois nossos vizinhos tiveram os primeiros casos simultaneamente ao Brasil, mas hoje a curva dos dois países está totalmente afastada, conforme verificamos no gráfico abaixo:

Casos acumulados: Brasil X Argentina

A tabela abaixo, mostra a evolução do registro diário de novos casos em quatro países com maior número de doentes de COVID 19, junto com os dados do Brasil em determinadas datas a partir de 15 de março:

Casos novos confirmados por dia

A curva dos Estados Unidos ainda não apresenta tendência de inflexão, diferente da observada na Itália, França e Espanha, embora com repiques, mas a pandemia já aparenta ter atingido seu auge nesses países. A curva do Brasil aparenta iniciar seu movimento ascendente.

Gráficos: casos Novos registrados no dia

 

Matéria publicada com levantamento realizado por Luis Carlos de Lima: professor, sociólogo e ex-secretário de Educação em São José dos Campos. 

Vereadora Amélia aciona Justiça para impedir que prefeitura continue descumprindo decreto de calamidade pública

Vereadora Amélia aciona Justiça para impedir que prefeitura continue descumprindo decreto de calamidade pública

Seja responsável, Felicio. O momento exige seriedade, onde as diferenças políticas não sejam maiores que o esforço comum de vencermos esta batalha contra o coronavírus. Por isso, faço um apelo ao prefeito de São José: mude a sua decisão em relação aos serviços não essenciais da prefeitura! Ela está expondo servidores e população ao contágio da Covid-19. É fundamental que a quarentena seja respeitada, funcionando somente os serviços como o atendimento à saúde, limpeza e segurança. Os demais equipamentos como o Paço municipal, Procon e outros que ainda estão abertos, devem ser fechados – protegendo a saúde dos funcionários da prefeitura, de suas famílias e da população joseense.

Para isso, faça como muitos estão fazendo, utilizando o teletrabalho e procurando evitar a propagação do vírus. Neste momento, a prioridade é salvar vidas!

PRINCIPAIS DENÚNCIAS:

  • O prefeito Felicio concedeu férias a 50% dos servidores somente. Trabalhadores de Secretarias, Fundações, que poderiam operar no formato teletrabalho, precisam sair de casa, se expor ao risco do contágio a seus familiares, para realizarem serviços internos. Como é o caso da Fundação Cultural, PAT, Fundhas, Secretaria de Manutenção, Secretaria de Esporte e Cidadania, Instituto da Previdência, Procon, Paço, entre outros;
  • Diferente de outras cidades, a prefeitura em São José continua mantendo atendimento presencial no PROCON. Cidades como Guaratinguetá e Santo André, por exemplo, atendem pelos canais digitais;
  • Grande parte do serviço terceizado da prefeitura continua funcionando, sem o equipamentos de proteção individual para impedir a contaminação do coronavírus, como máscaras e luvas. No Procon, uma funcionária foi demitida por exigir segurança a saúde e vida dos trabalhadores
  • Os estagiários e estagiárias da Educação tiveram seus contratos rompidos e iriam ficar sem salário por 60 dias. Proposta igual a de Bolsonaro, que quis suspender por 4 meses o pagamento de salários aos trabalhadores. Porém, após pressão da população, os dois voltaram atrás de suas decisões;
  • Professores eventuais ficarão sem aulas e não terão um plano emergencial para garantir salário e direitos;
  • Os servidores da saúde estão trabalhando na linha sem a plena garantia de equipamentos de segurança e a estrutura adequada contra a disseminação da Covid-19;
  • Se dependesse do prefeito Felicio, comércios continuariam funcionando. Antes do decreto de calamidade pública, um acordo tinha sido feito com as empresa para manter as lojas, de serviços não essenciais, abertas no Calçadão;
  • Paço Municipal e Procon continuam com atendimento ao público. Os locais funcionam em um ambiente fechado, sem ventilação e medidas de segurança. No caso do Paço Municipal, inclusive, sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB);
  • Obras não essenciais, como a Arena de Esportes e a Ponte Estaiada, continuam a todo vapor, colocando a saúde dos operários e das pessoas a sua volta em risco de contágio;
  • Trabalhadores da Urbam só conseguiram máscaras e luvas, após determinação da Justiça. Pela prefeito Felicio, continuariam trabalhando sem os EPIs.

Devido as ações, a vereadora Amélia Naomi registrou um Boletim de Ocorrência, baseado no artigo 268 do Código Penal, contra o prefeito Felicio, por infringir a determinação do poderes públicos, destinadas a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa. O boletim, também será representado no Ministério Público e no Ministério Público do Trabalho. Em defesa das vidas e da saúde! (Abaixo, segue a representação ao MPT, protocolada no dia 25/032020).

representacao - avcb - mpt

EM COMENTÁRIOS NO FACEBOOK, POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DEMONSTRA PREOCUPAÇÃO COM ATITUDES DO PREFEITO 

SERVIÇOS NÃO ESSENCIAIS CONTINUAM COM ATENDIMENTO PRESENCIAL MESMO COM DETERMINAÇÃO DE QUARENTENA

Vereadora Amélia Naomi (PT) protocolou na segunda-feira (24/03), no Ministério Público, uma representação solicitando a suspensão das atividades no Paço Municipal. O local, atualmente conta com 800 colaboradores, entre servidores e estagiários, e recebe diariamente uma intensa circulação de pessoas, que se aglomeram em um ambiente fechado, sem ventilação e medidas de segurança para prevenção do contágio exigidos pela Organização Mundial da Saúde.

REPRESENTAÇÃO PAÇO MUNICIPAL

 

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OMS ALERTA: JOVENS CONTRAEM A DOENÇA E CONTAMINAM OUTRAS PESSOAS, INCLUINDO GRUPO DE RISCO

Jovens que contraírem o novo coronavírus podem morrer da doença. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que diz que a juventude deve levar a sério a quarentena evitando aglomerações, contatos com outros e, principalmente, contaminar os mais velhos e vulneráveis.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, declarou em entrevista coletiva virtual na última sexta-feira (20), em Genebra, que os jovens não são invencíveis e que o vírus pode levá-los a internação por semanas ou até matá-los. Ghebreyesus enfatizou que mesmo estando assintomáticos, as escolhas dos jovens podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

SEM ISOLAMENTO, BRASIL PODERÁ TER MAIS DE 5 MIL MORTES ATÉ FINAL DE MARÇO

por Carolina Rubinato


Divulgado em primeira mão pelo The Intercept Brasil, o relatório sigiloso da ABIN diz que a proporção de casos de COVID-19 que ainda aguardam resultados laboratoriais (sejam eles negativos ou positivos) é de cerca de 75% do total de casos notificados ao Ministério da Saúde.

Para quem não sabe, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) é um órgão da Presidência da República, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros informações e análises estratégicas, oportunas e confiáveis, necessárias ao processo de decisão. ABIN tem por missão assegurar que o Executivo Federal tenha acesso a conhecimentos relativos à segurança do Estado e da sociedade, como os que envolvem defesa externa, relações exteriores, segurança interna, desenvolvimento socioeconômico e desenvolvimento científico-tecnológico.

Ou seja, em seu último pronunciamento, em 24 de março, Jair Bolsonaro já tinha acesso ao Relatório da ABIN 015/2020, concluído no dia anterior (23/03), às 22h10, e divulgado para os integrantes do Centro de Operações de Emergência – Coronavírus (COE-nCoV) com o carimbo “SIGILOSO”, que aponta por meio de estudos e gráficos, o cenário de mais de 5 mil mortes e 200 mil infectados pelo coronavírus no Brasil até o dia 6 de abril. Ainda assim, o Presidente da República criticou em rede nacional, o fechamento das escolas e dos comércios, voltou a minimizar o Covid-19, ao compará-lo com uma “gripezinha” ou “resfriadinho”, atacou governantes que seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde para a contenção da epidemia, culpou a imprensa por causar histeria na população e incentivou a população a voltar à rotina.

O estudo dos casos notificados mostra que há um alto número de casos com diagnóstico ainda não definido (área azul do gráfico abaixo).

O relatório ainda deixa claro, que a China só conseguiu diminuição na taxa de crescimento cerca de 10-15 dias depois da adoção de medidas de contenção, inclusive com lockout (fechamento da entrada e saída de pessoas) em municípios e cidades. A partir desse período o número de casos novos parou de crescer na mesma taxa e o número de casos ativos começou a reduzir em função da melhora dos pacientes mais antigos.

O Ministério da Saúde divulga os casos confirmados e dos óbitos por COVID-19, o que não permite, com base nos dados, fazer projeções mais precisas sobre o crescimento dos casos no País. Em relação aos pouquíssimos casos já confirmados, lembrando que 75% deles ainda esperam uma confirmação dos laboratórios de análises, os dados do Ministério da Saúde já indicam que 10% dos casos exigiram hospitalizações.

Os gráficos do documento sigiloso da ABIN mostram as projeções da evolução dos casos confirmados de COVID-19 até o fim deste mês, considerando dois possíveis cenários. Até 30 de março o Brasil pode chegar a 35.906 infectados.

Cenário I (linha laranja) – comportamento semelhante às curvas epidêmicas de Irã, Itália e China.

Cenário I I (linha cinza) – comportamento semelhante às curvas epidêmicas de França e Reino Unido.

Já quando o estudo considera o horizonte de duas semanas, a situação fica extremamente grave em qualquer hipótese. Segundo os gráficos produzidos pela ABIN, até o dia 6 de abril, teremos, na pior das hipóteses 207.435 casos confirmados (com 5.571 mortes), ou na hipótese menos ruim, 71.735 casos, com 2.062 mortes. A pior hipótese trabalha com uma crise epidemiológica com comportamento semelhante às curvas do Irã, Itália e China. A segunda trabalha com comportamento epidemiológico semelhante às curvas da França e Alemanha.

Cenário II (linha cinza) – comportamento semelhante às curvas epidêmicas de França e Alemanha.

O documento traz a informação de que nova pesquisa científica mostra que duas em cada três infecções do novo coronavírus foram causadas por pessoas que não foram diagnosticadas com o vírus ou que não apresentavam sintomas. Isso significa que as pessoas infectadas que se sentem saudáveis ou têm sintomas muito leves estão espalhando o vírus sem perceber, representando um grande desafio para a contenção da pandemia. Destaca ainda que os cientistas dizem que a probabilidade é que haja entre cinco e dez pessoas sem diagnóstico para cada caso confirmado.

Esse conjunto de dados eleva o discurso do Jair Bolsonaro à categoria de crime contra a humanidade.

Prefeitura descumpre quarentena e obriga servidores e terceirizados a trabalharem expostos ao coronavírus

Prefeitura descumpre quarentena e obriga servidores e terceirizados a trabalharem expostos ao coronavírus

Serviços não essenciais continuam com o atendimento presencial mesmo com a determinação de calamidade pública.


Vereadora Amélia Naomi (PT) protocolou na segunda-feira (24/03), no Ministério Público, uma representação solicitando a suspensão das atividades no Paço Municipal. O local, atualmente conta com 800 colaboradores, entre servidores e estagiários, e recebe diariamente uma intensa circulação de pessoas, que se aglomeram em um ambiente fechado, sem ventilação e medidas de segurança para prevenção do contágio exigidos pela Organização Mundial da Saúde.

Por não ser enquadrado como atividade essencial, e o ambiente não possuir as condições adequadas, o funcionamento do serviço durante à pandemia de coronavírus, se torna um problema gravíssimo à saúde pública do município, colocando em risco, por determinação do prefeito Felicio, a vida das pessoas – contribuindo para propagação da Covid-19. (Abaixo, segue a representação na íntegra).

REPRESENTAÇÃO PAÇO MUNICIPAL

Além disso, o prédio da prefeitura, hoje, funciona sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Segundo levantamento realizado em 2019 pela reportagem do jornal O Vale, quando um homem tentou atear fogo no local, o Paço, não possui o laudo desde agosto de 2017, com previsão de conseguir o documento somente para abril de 2020 – tempo insuficiente para as adequações estruturais necessárias, onde garanta a segurança quem vai ao prédio. Outra denúncia, se dá pelo sistema de ventilação. Inaugurado em 1971, o Paço Municipal, possui apenas um sistema de ar condicionado central, responsável por realizar a circulação do ar entre os dez andares.

TRABALHADORA DO PROCON É DEMITIDA POR PEDIR MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA CORONAVÍRUS

A empresa Milclean, terceirizada da prefeitura, que presta serviço para o Procon, demitiu na segunda (23/03) uma funcionária que cobrou medidas de prevenção aos trabalhadores da unidade contra o coronavírus. Segundo a trabalhadora, que terá sua identidade preservada, a ação ocorreu por causa da perseguição, devido à pressão realizada por ela para exigir a implantação de políticas de segurança.

De acordo com os relatos de outros funcionários, a empresa faz os trabalhadores ficarem expostos em aglomerações, sem o espaçamento de um metro para o atendimento nos guichês e os equipamentos necessários para proteção, como máscaras e luvas para o manuseio dos documentos.

Segundo informações do Sindicato dos Servidores (SindServ), atualmente, trabalham no Procon 47 pessoas, dos quais 3 são comissionado, 8 concursados, 13 estagiário e 22 terceirizados, estes últimos têm contato direto com os munícipes atendidos diariamente, que ficam exclusivamente na linha de frente do órgão. Pelo decreto de calamidade pública, o Procon, por poder realizar os atendimentos virtuais, não se faz necessário a exposição dos trabalhadores, que estão vulneráveis ao risco de contaminação.

Foto: Divulgação PMSJC

ABAIXO, VEJA A DENÚNCIA DA TRABALHADORA

“A cada saída de consumidor, as mesas e os guichês seriam higienizados. Isto não acontece, pois a única higienização que ocorre precisa ser realizada pelos funcionários, os terceirizados que realizam o atendimento. A prefeitura divulgou que foi realizado um treinamento para o PROCON digital, mas eu desconheço, pois não tive isto [tanto que os atendimentos presenciais continuam]. As cadeiras não estão sendo higienizadas, até agora não deram luvas, não deram máscaras, nem para os terceirizados que realizam os atendimentos e as limpezas. Tem fiscal indo às ruas sem proteção. O motivo da minha demissão foi por eu ter questionado as medidas de segurança e pedido o fechamento do PROCON. Eu não pedi o fechamento dele para poder ficar em casa, pedi, pois, me preocupo com a saúde e a vida dos meus colegas de trabalho, tanto terceirizados, quanto servidores.”

JUSTIÇA DETERMINA QUE URBAM FORNEÇA MÁSCARAS E ÁLCOOL GEL PARA COLETORES E GARIS EM SÃO JOSÉ

Por G1 Vale do Paraíba e Região


A Justiça do Trabalho determinou que a Urbam forneça álcool gel, máscaras e luvas descartáveis aos trabalhadores em São José dos Campos e que afaste de atividades externas funcionários que estejam no grupo de risco, diante da pandemia de coronavírus (Covid-19).

O descumprimento da determinação acarretará em multa de R$ 1 mil pra cada item que não for oferecido, sendo multiplicado pelo número de funcionários afetados.

Na decisão, de sexta-feira (20), o juiz do trabalho Bruno da Costa Rodrigues atendeu a ação coletiva movida pelo sindicato da categoria, que pedia medidas urgentes de prevenção ao coronavírus e determinou que a prefeitura e a Urbam ofereçam o kit de proteção para quem trabalha na rua.

Em trecho da decisão, o juiz afirmou que as medidas de prevenção adotadas pela Urbam são deficientes diante do perigo da doença. “Dada a notória velocidade de contaminação já sabida desde janeiro de 2020, não se mostra crível a deficiência de proteção pela Urbam em relação aos trabalhadores que se ativam externamente ou internamente”, disse o juiz Bruno da Costa Rodrigues.

O juiz determinou que a partir da notificação, os órgãos tinham 48 horas para disponibilizar o álcool gel 70º, máscaras e luvas descartáveis.

Além disso, o juiz determinou com urgência o afastamento de atividades externas todos os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco, sob multa de RS 20 mil para cada funcionário que esteja nessa situação e que não for liberado das funções nas ruas.

Em São José, a Urbam é responsável pelo recolhimento e tratamento do lixo, limpeza pública, obras de infraestrutura viária, iluminação pública, manutenção de prédios públicos e serviço funerário.

MEDIDAS DE COMBATE AO CORONAVÍRUS EM SÃO JOSÉ 

Por todo o Brasil foram adotadas medidas de contenção da contaminação, como decretos dos poderes executivos ordenando o fechamento de comércios, fechamento de fronteiras internacionais e interestaduais, cancelamento de eventos que tenham grandes aglomerações, dentre outras diversas medidas.

No caso de São José dos Campos, o prefeito Felicio vem oferecendo certa resistência em tomar medidas para conter a contaminação da doença, uma vez que, contrário ao movimento que a maioria dos gestores fizeram em seus estados e municípios, o mesmo vem priorizando o aspecto econômico em detrimento da saúde pública.

Caso não fosse o Decreto Estadual n. 64.879/2020 que possui eficácia perante todo o território paulista, a prefeitura manteria o comércio local funcionando, com enorme potencial de contaminação, contrariando todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vereadora Amélia Naomi envia à prefeitura documento para implantação de políticas de prevenção e enfrentamento do coronavírus

Vereadora Amélia Naomi envia à prefeitura documento para implantação de políticas de prevenção e enfrentamento do coronavírus

Após receber denúncias, a vereadora Amélia Naomi enviou à prefeitura um requerimento solicitando que seja colocado, de forma urgente, sabão líquido e papel toalha nas unidades de ensino fundamental, infantil e creches. Devido a pandemia de coronavírus que preocupa o mundo, professores e profissionais da rede pública tem realizado oficinas com os alunos sobre a importância da higienização das mãos para prevenir à doença. Porém, temos recebido relatos, onde, constantemente, faltam esses materiais básicos para a segurança das crianças e dos profissionais para a realização dos treinamentos e das medidas de proteção.

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Além desta solicitação, a vereadora encaminhou outras propostas para a instalação de políticas de enfrentamento e prevenção em São José dos Campos, como ações nos transportes públicos e postos de saúde -- visando impedir a propagação do vírus. Veja abaixo:

  • Prefeitura determinar às empresas de ônibus para colocarem álcool e gel. Além de distribuir máscaras aos cobradores e motoristas;
  • Elaborar cartazes para colocar dentro dos ônibus com as orientações do município para a prevenção;
  • Colocar pia nos Terminais Rodoviárias e no fim das linhas, para que os profissionais e os usuários possam higienizar às mãos;
  • Orientação a todos os profissionais da enfermagem sobre medidas de saúde preventivas;
  • No Hospital da Vila Industrial, nos postos de saúde nas UPAS, sejam instaladas pias com sabão para as pessoas que chegam a esses equipamentos públicos, na parte externa, possam se proteger antes de entrar no local.
  • Conversar com o Uber e Táxi para que os motoristas possam usar máscaras; e, para que carreguem sempre os passageiros no banco de trás.

QUADRO DO CORONAVÍRUS EM SÃO JOSÉ

Oficialmente, não há caso confirmado na cidade, mas 8 pessoas são consideradas suspeitas e encontram-se em isolamento domiciliar, pois viajaram ao Exterior e apresentaram sintomas compatíveis com a Covid 2019. Outros 11 casos notificados já foram descartados após exames.

DOUTOR PAULO ROITBERG EXPLICA OS RISCOS E PREVENÇÃO À DOENÇA

Cuidem-se para evitar aglomerações e tendo sintomas, fiquem em casa. Cada um fazendo sua parte, vamos nos proteger de uma situação pior por meio da prevenção.

UTILIDADE PÚBLICA

Doutor Drauzio Varella explica o coronavírus, esclarece os sintomas e orienta sobre as medidas de prevenção.