Governo define diretrizes para atendimento a vítimas de violência sexual

Governo define diretrizes para atendimento a vítimas de violência sexual

O Governo Federal estabeleceu novas diretrizes para organização e a integração do atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria interministerial assinada nesta quarta-feira (25) pelos ministérios da Saúde, da Justiça e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres integra as ações do Programa Mulher: Viver sem Violência. A medida visa a implementar, em âmbito nacional, o registro de informações e a coleta de vestígios durante o atendimento, prestado em hospitais, às pessoas em situação de violência sexual.

Atendimento Mulher - DDMO objetivo é tornar o atendimento mais humanizado, de modo a reduzir a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que as vítimas sejam submetidas a vários procedimentos, bem como oferecer elementos à responsabilização de autores de violência.

“Teremos um efeito importante, preservando a vida, dignidade e integridade das mulheres, diminuindo a percepção de medo e encorajando que procurem os serviços, estabelecendo essa relação de confiança para fazerem a denúncia.  Com a portaria, garantimos em âmbito nacional a coleta de vestígios no SUS, evitando a que a mulher passe duas vezes pelo mesmo processo. Não temos dúvida nenhuma que produzimos um avanço muito grande no amparo dessas vítimas”, destacou o ministro da saúde, Arthur Chioro.

O registro de informações e a coleta de vestígios no momento do atendimento em saúde contribui para o combate à impunidade, com a realização do exame nas primeiras horas após a violência. No entanto, os serviços de saúde não substituem as funções e atribuições da segurança pública, como a medicina legal, já que ambos devem atuar de forma complementar e integrada. A implementação dessa ação possibilitará aos profissionais do SUS a realização do exame físico, a descrição das lesões, o registro de informações e a coleta de vestígios que serão encaminhados, quando requisitados, à autoridade policial.Isto permite que as informações e vestígios da violência estejam devidamente registrados, armazenados e disponíveis para os sistemas de segurança pública e de justiça nas situações em que a vítima decida registrar posteriormente a ocorrência. Seis estados (AM, MG, PR, RS, SC e SP) já possuem pactuação local que garante a integração entre os serviços de saúde e de segurança pública e as responsabilidades de cada setor.

Para a secretária nacional de segurança pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, a portaria é mais um importante passo para o amparo as mulheres. “Por tanto tempo essas mulheres sofreram caladas e não tiveram a oportunidade de refazer seu projeto de vida. Com a integração do acolhimento na saúde e na perícia criminal, elas terão ainda mais amparo nesse momento delicado”, ressalta.

 

Fonte: Portal da Saúde

Agendamento de consultas médicas aumenta 28% em SJC

Agendamento de consultas médicas aumenta 28% em SJC

A parceria entre o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) e a Secretaria de Saúde completa um ano de bons resultados. Em 2014, houve um aumento de 28% na marcação de consultas, exames e cirurgias e o índice de faltas às consultas caiu de 30% para 0,045% em relação a 2013.

Antes da implantação da Central de Agendamentos, gerenciada pelo Ipplan, foram agendados 262.459 procedimentos. Em 2014, este número saltou para 335.786, evolução que foi possível graças ao trabalho do Ipplan, que contou com o apoio técnico da Secretaria de Saúde.

Um exemplo desse trabalho conjunto foi o redesenho do processo do sistema de atendimento de fisioterapia, bem como o gerenciamento de sua implantação. Em apenas três meses, todo o processo de atendimento foi reformulado e a demanda reprimida foi extinta. Atualmente, as solicitações de fisioterapias são processadas e atendidas em menos de 30 dias.

As “consultas perdidas”, aquelas nas quais os pacientes não compareciam, foram praticamente zeradas. Em 2013, o índice de faltas era em torno de 30%. Já em 2014, foram apenas 151 faltas, o que corresponde a menos de 0,1% do total.

Prioridade

Antes da parceria não existia um método para atender as demandas prioritárias. Após estudos em campo, com visitas em UBS (Unidades Básicas de Saúde) para levantamento e mapeamento do processo, observou-se a necessidade de uma ferramenta de comunicação entre as UBS, a Central de Agendamentos e o DRC (Departamento de Regulação e Controle) que permitisse melhorar a gestão e o controle das demandas.

O Ipplan desenvolveu uma um sistema que possibilita às UBS solicitar priorizações de vagas com motivos pré-determinados a serem atendidos pela Central de Agendamentos ou pelo DRC. Desenvolvido em plataforma Web, ele é portável em qualquer máquina, sem a necessidade de instalação de um executável, funcionando por meio do navegador Chrome.

O sistema vem sendo implantado desde agosto de 2014, encontra-se operacional em 27 das 42 UBS. As outras 15 unidades aguardam infraestrutura de rede de fibra para incorporação ao sistema.

 

Fonte: Prefeitura Municipal

Samu de S. José faz 529 atendimentos no período das festas de fim de ano

Samu de S. José faz 529 atendimentos no período das festas de fim de ano

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência) realizou 529 atendimentos no período das festas de fim de ano, de 24 de dezembro a 4 de janeiro. Em alguns dias o atendimento chegou a ser cerca de 50% maior que em dias normais. O levantamento foi concluído nesta terça-feira pela equipe da Secretaria de Saúde do município.

Com poucos meses de funcionamento na cidade, o serviço contou nesses dias com o trabalho de uma equipe de 122 profissionais entre médicos (30), enfermeiros (16), técnicos de enfermagem (46) e motoristas (30), que atuaram em esquema de revezamento.

Do total de atendimentos, 88 foram por causas externas (como acidentes domésticos, acidentes de trânsito ou violência). As demais (441 ocorrências) foram por motivos clínicos, como AVC, infarto, derrame, pressão alta, dor no peito, problemas psiquiátricos e ocorrências obstétricas.

Segundo o coordenador do SAMU, o médico Fernando Fonseca, a maior dificuldade enfrentada pelas equipes ainda é o grande número de trotes recebidos pela Central de Regulação, sendo a maioria deles feita por crianças.

“Embora sejam as tentativas sejam identificados como trote, e com isto nem chegamos a enviar uma ambulância para o local, as chamadas ocupam a linha telefônica e podem prejudicar o serviço e até a vida de pessoas que, realmente, precisam de ajuda”, alertou o médico.

Rede de urgências

Além do SAMU, a cidade de São José dos Campos manteve um verdadeiro batalhão de profissionais de plantão para garantir o atendimento de urgência e emergência durante as festas de final de ano.

Cerca de 156 profissionais por dia, entre médicos, enfermeiros e pessoal administrativo, trabalharam para manter em funcionamento ininterrupto as 8 UPAs da cidade (Campo dos Alemães, Eugênio de Melo, Novo Horizonte, Alto da Ponte, Putim, São Francisco Xavier e UPA Saúde Mental.

No Hospital Municipal, o contingente foi ainda maior: 310 pessoas por dia foram responsáveis por manter os atendimentos. Deste total, 30 são médicos, entre clínicos, pediatras, ginecologistas, ortopedistas, cirurgiões, neurocirurgiões e anestesistas.

Número e tipos de atendimentos do SAMU no período de festas de final de ano

DATA ATENDIMENTOS CAUSA EXTERNA ACIDENTES DIVERSOS VIOLÊNCIA INTERPESSOAL
24/12/2014 39 12 10 02
25/12/2014 37 10 6 0
26/12/2014 60 8 02 0
27/12/2014 46 5 02 0
28/12/2014 51 6 02 0
29/12/2014 45 7 03 02
30/12/2014 59 5 02 0
31/12/2014 41 4 01 0
01/01/2015 39 9 03 03
02/01/2015 37 6 06 03
03/01/2015 40 10 10 03
04/01/2015 35 6 06 03

 

Fonte: Prefeitura Municipal

Rede de Enfretamento à Violência contra a Mulher

Rede de Enfretamento à Violência contra a Mulher

Ligue 180A rede de enfrentamento à violência contra as mulheres é o resultado da atuação articulada entre as instituições governamentais, não-governamentais e a comunidade, visando o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento das mulheres e seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência. Já a rede de atendimento faz referência ao conjunto de ações e serviços de diferentes setores (em especial, da assistência social, da justiça, da segurança pública e da saúde), que tem como objetivo a ampliação e a melhoria da qualidade do atendimento e a identificação e encaminhamento adequado das mulheres em situação de violência.

O Ligue 180 é um serviço telefônico criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres com o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede e orientação às mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário. O serviço registrou em 2012 cerca de 329,5 mil relatos de violência contra a mulher.