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Mais de mil trabalhadoras se reuniram com Dilma em SP
17/Ago/2010 - 5:20

A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, recebeu hoje mais um significativo apoio em sua caminhada para a vitória no dia 3 de outubro. Reunidas pelo comitê suprapartidário da campanha, mais de mil mulheres trabalhadoras ligadas às centrais sindicais do país (CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) declararam apoio à petista.

São José dos Campos também foi representado no evento com Dilma em São Paulo, cera de 20 mulheres estiveram declarando o apoio á candidata.

A secretária nacional da mulher trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Silva, resumiu o sentimento das mulheres. “Para nós não basta ser mulher, tem que ter compromisso democrático e com a luta do presidente Lula”, disse.

“Nessa campanha eleitoral tem uma coisa que muito me orgulha pelo significado político e social: o apoio das centrais sindicais do meu país à minha candidatura. E me orgulha mais ainda o apoio que tenho das mulheres trabalhadoras aqui presentes”, disse Dilma, ao iniciar seu discurso.

Dilma se comprometeu a manter a política de reajuste do salário mínimo adotada durante o governo Lula. Ou seja, garantir aumentos reais maiores que a inflação. Segundo ela, essa política foi responsável, junto aos programas sociais, pelo aumento do mercado de consumo no país.

Ela lembrou que, no governo Lula, a geração de emprego teve recordes históricos, ao contrário do que acontecia no governo tucano. “O governo Lula provou que era possível aumentar o salário mínimo e controlar a inflação. Se tem uma coisa que podemos nos orgulhar é que esse governo fez a maior política de empregos nesse país ao criar 14 milhões de empregos, com carteira assinada, férias e 13º”, afirmou.

Dilma acrescentou: “Sabe o que acontecia no governo passado? O país vivia de bico. Se tem uma categoria nesse país que sabe o que é desemprego são as trabalhadoras desse país, que sofreram com o desemprego pesado no governo do FHC”.

Combate à violência

Segundo ela, as políticas públicas para as mulheres iniciadas no governo Lula serão aprofundadas e haverá uma luta constante para coibir a violência contra as mulheres. Ela disse que, nesse sentido, a Lei Maria da Penha é um marco no combate às agressões às mulheres. Mas ressaltou que é preciso uma união feminina para que os agressores não fiquem impunes.

“[A Lei Maria da Penha] é importante para homens e mulheres, porque a violência afeta a família, os filhos e também não dignifica o homem que foi gerado por uma mulher”, disse. “É preciso da parceira de vocês. Nós temos que cuidar diariamente para que não se deixe a pessoa que comete a violência impune e para que a gente coíba e combata a impunidade dos crimes contra mulher.”

Creches

Como estava diante de muitas mães, Dilma lembrou a importância das creches espalhadas pelo país porque atendem justamente as mulheres que mais precisam e que estão nas grandes cidades. Ela se compromete com a abertura de 6 mil creches em todo país.

A candidata disse que, ao permitir a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, as creches eliminam uma das maiores fontes de desigualdade no país. “As creches têm sempre que ter dois significados: dar segurança para a gente trabalhar. A mulher tem que ter certeza que seu filho está bem cuidado e atendido. E tem outro motivo. É na infância que está a raiz maior da desigualdade. Uma criança que nasce com condições para ser estimulada porque tem acesso a estímulos culturais e educacionais chega na escola em  melhores condições que as que não tem acesso a isso.”

Ao concluir o discurso, Dilma disse que não pode errar na Presidência, pois assim as mulheres terão mais oportunidades de comandar o país. Ela pediu que todos trabalhem para não permitir retrocessos nos avanços do governo Lula.

“Eu não venho aqui só dizer para vocês: vão para rua, que vamos disputar esse voto para não deixar que esse projeto generoso do Lula volte pra trás. Eu tenho imensa consciência e certeza de que sem vocês não há governo forte suficiente para fazer as transformações que o Brasil precisa”, afirmou.


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