Com a participação de vários partidos políticos, entidades sindicais e movimentos sociais, de São José dos Campos e de várias cidades brasileiras, foi realizado ontem, um Ato Nacional em apoio aos moradores do Pinheirinho, área desocupada no último dia 22 de janeiro.
A manifestação teve início às 9h, na Praça Afonso Pena, palco de lutas históricas. De lá, os mais de 3 mil participantes saíram em marcha pelas ruas da região central até a avenida Teotônio Vilela (Fundo do Vale). Em todo o evento não houve registro de incidentes, informação confirmada pela Polícia, prefeitura e organização do movimento.
Nas palavras de ordem, as criticas a violação dos direitos humanos cometidas durante e após a desocupação, que geraram comoção pelo país e pelo Mundo. A marcha de solidariedade aos moradores expulsos foi decidida na assembléia de movimentos sociais no último dia do Fórum Social Temático, na semana passada, em Porto Alegre.
Mais de mil, das 3 mil pessoas presentes no evento, vieram de outras cidades como Campinas, Bauru, Praia Grande, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e até de estados mais distantes como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Paraíba e Pará.
“Viemos pelas denuncias de opressão e repressão aos trabalhadores, que aqui (SJCampos) foi descomunal”, disse a jornalista Soraia de Carvalho, do Comitê Solidariedade aos lutadores do Pinheirinho de Londrina-PR.
Representantes do MST, trouxeram, além de apoio e solidariedade, 4 caminhões com arroz orgânico, feijão, frutas e legumes dos assentamentos do Rio Grande do Sul, para os ex-moradores do Pinheirinho.
“A solidariedade é a qualidade importante de um revolucionário”, disse o coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro.