No mundo inteiro mais de 100 milhões de mulheres e homens trabalham como empregadas e empregados domésticos de outra pessoa.
Esses trabalhadores e trabalhadoras executam várias tarefas: limpar, cozinhar, lavar roupa, cuidar de crianças e idosos e muitas outras tarefas. Seu trabalho é subvalorizado, mal pago, invisível, não reconhecido e não respeitado. A maioria das trabalhadoras e trabalhadores domésticos é mulher (82%) e, no caso do Brasil, negras. Em alguns casos são migrantes, imigrantes ou menores de idade.
Em vários países as trabalhadoras e trabalhadores domésticos não estão incluídos na legislação trabalhista ou programas de proteção social. Para muitos são negados os direitos de criar ou filiar-se a um sindicato. Como resultado disso, com freqüência, estão sujeitos a maus tratos, exploração, violência e abuso físico e sexual e os agentes dessas agressões geralmente saem impunes.
Clique aqui e faça o download do abaixo-assinado e participe dessa campanha.
Campanha "12 para 12"
A campanha 12 para 12 significa que doze países devem ratificar o convénio 189 da OIT, respectivamente, Brasil, Peru, República Dominicana, Paraguai, África do Sul, Senegal, Quénia, Filipinas, Indonésia, Índia, Arábia Saudita e União Europeia, que vise melhorar acções em todo o mundo.
Informou igualmente que dos 12 países só o Brasil se predispôs em ratificar o convénio 189 da OIT.
O convénio 189 reconhece aos trabalhadores domésticos o direito de se filiarem e de criarem sindicatos a fim de proteger os seus direitos, quanto ao salário mínimo, pagamentos mensais e o acesso à segurança social e o caso da maternidade.
A campanha da Confederação Sindical Internacional (CSI) “12 para 12” vai ser organizada em colaboração com a União Internacional dos Trabalhadores das Industrias Alimentares e Sectores Afins (UITA), Rede Internacional dos Trabalhadores Domésticos e outras organizações que lutam pelos direitos humanos das mulheres e dos migrantes.