GREVE DOS COLETORES EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

GREVE DOS COLETORES EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Coletores estão em greve desde o início da noite de ontem (3) em São José dos Campos. A paralisação, segundo relato dos trabalhadores, se deu pela demissão injusta de um coletor que reclamou das péssimas condições de trabalho em função da falta de fiscalização da prefeitura, o que causa aos coletores e motoristas, uma sobrecarga de trabalho. Em assembleia realizada namanhã desta quarta-feira (4), foi confirmado que a greve continua e a coleta de lixo está paralisada em toda cidade.

Em novembro de 2019, os vereadores Amélia Naomi, Juliana Fraga e Wagner Balieiro, do PT, entraram com uma representação solicitando que o Ministério Público e o Tribunal de Contas investiguem as irregularidades no contrato com a Sustentare.

Sindicalistas denunciaram que a Sustentare Saneamento S.A, empresa responsável pela coleta de lixo no munícipio contratada pela prefeitura, estaria cometendo ilegalidades, com descumprimentos contratuais causando prejuízo aos cofres públicos, com suspeitas de enriquecimento ilícito por parte dos prestadores de serviço e dos gestores municipais. De acordo com a denúncia, o poder público vem negligenciando seu papel de fiscalizador, o que causa aos coletores e motoristas, uma sobrecarga de trabalho.

Entre as denúncias, estão:

– Caminhões estão saindo da garagem com número insuficiente de coletores para o serviço da coleta regular;

– Muitos trechos são percorridos com 2 coletores apenas, no contrato, diz que é obrigado possuir 4 coletores;

– Falta de vistoria nos caminhões, muitos apresentam problemas com o freio;

– Falta de materiais adequados para executar o serviço. Quando chove, disponibilizam somente 2 botinas e muitas vezes, os trabalhadores não tem luva;

– Sacos verdes com excesso de peso, cacos de vidros e sem identificação de materiais cortantes.

Outro problema, é referente ao serviço do cata-treco. Antes realizado pela URBAM, agora é feito pelos coletores da SUSTENTARE, que precisam levantar sacos pesados de até 30 quilos (como pode ser observado na foto retirada ano passado). O peso excessivo dos sacos tem provocado lesões nas colunas dos servidores, deixando os trabalhadores doentes.