Funcionários da ATENTO denunciam empresa sobre conduta inadequada na prevenção à pandemia de coronavírus

Funcionários da ATENTO denunciam empresa sobre conduta inadequada na prevenção à pandemia de coronavírus

Vereadora Amélia encaminhou ofício cobrando esclarecimentos.


Funcionários da ATENTO de São José dos Campos procuraram a vereadora Amélia Naomi para denunciar às condições inadequadas que eles estão sendo expostos a trabalharem, mesmo em estado de emergência, por causa da pandemia de coronavírus. De acordo com os relatos, a empresa não reajustou as jornadas de serviço, e fazem os trabalhadores ficarem expostos em aglomerações, sem o espaçamento entre as mesas e ventilações adequadas. A empresa, segundo os funcionários, também não disponibiliza a quantidade de materiais necessários para higienização, nem fornece insumos básicos para a limpeza. Ações que fazem a empresa se tornar um ambiente extremamente vulnerável para o risco de contaminação da Covid-19.

Segundo a informação de uma funcionária que preferiu não se identificar, a empresa “não possui álcool em gel para todos os funcionários, não limpam o ambiente e não possui estratégias para evitar o coronavírus”.

Devido aos fatos, a vereadora Amélia encaminhou um ofício à empresa ATENTO para cobrar esclarecimentos. Infelizmente, sabemos que a categoria de trabalhadores de telemarketing são expostos cotidianamente a precarização nos seus locais de trabalhos.

OFÍCIO ATENTO - VEREADORA AMÉLIA

Neste momento de conscientização, diante a crise global da pandemia de coronavírus, entendemos a necessidade de humanidade e bom senso dos empresários para a implantação de medidas preventivas para proteger, antes dos lucros, as vidas.

NO BRASIL, ATENTO É DENUNCIADA POR USAR A MESMA POLÍTICA EM SÃO JOSÉ

Matéria publicada pelo portal de notícias, Esquerda Diário, empresa de telemarketing obriga terceirizados a trabalharem expostas ao COVID-19.

Segundo relatos, os terceirizados da ATENTO reivindicaram escalas de trabalho para evitar a propagação do vírus e aglomerações no trabalho, porém a empresa negou e segue com a linha de manter trabalho normal para todos.

Os trabalhadores terceirizados seguem em seus trabalhos sem nenhuma informação ou material de prevenção nos locais de atendimento ao telemarketing, segundo funcionários a ATENTO diz que não tem estoque para fornecer álcool em gel.

POSICIONAMENTO DA ATENTO

Segundo nota, a empresa já liberou as grávidas, pessoas acima de 60 anos, os que estão resfriados, gripados ou com sintomas, inclusive abonando dias e pagando VA. Também, disponibilizou álcool em gel em várias áreas comuns, tem sabonetes em todos os banheiros e com várias saboneteiras. A equipe de limpeza está no ápice se esforçando e limpando tudo que consegue, em tempos marcados seguidos. Os ar-condicionado são limpos e higienizados. Todo funcionário com sintomas tem sido liberado.

RELEMBRE: EM 2013, APÓS DENUNCIA DA VEREADORA AMÉLIA, JUSTIÇA EXIGE FIM DE CASOS DE ASSÉDIO NA TIVIT

A 2ª Vara do Trabalho de São José dos Campos concedeu uma liminar obrigando a Tivit, empresa do setor de Tecnologia da Informação, a encerrar com práticas de assédio moral e constrangimento contra funcionários do setor de Call Center.

A decisão é do dia 17 de outubro de 2013. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho, a partir de inquérito administrativo elaborado pelo auditor fiscal da SubDelegacia do Trabalho em São José dos Campos, Antonio Carlos e a partir de denúncias encaminhadas pela vereadora Amélia Naomi.

“As denúncias de assédio moral e desrespeito com os trabalhadores chegaram ao meu gabinete. Desde proibições de ida ao banheiro, a ofensas pessoais, abusos de autoridade, entre outros casos. Por isso, na época solicitamos a Subdelegacia que fizesse vistorias na Tivit, onde foram constatadas várias irregularidades”, disse a vereadora Amélia.

De acordo com Carolina de Almeida Mesquida, então procuradora do Trabalho em São José, as denúncias de assédio moral na empresa são feitas pelos funcionários desde 2008.

Entre as práticas feitas, estão controle no uso do banheiro, — restrito a apenas 10 minutos por jornada — um ranking de desempenho dos funcionários além do chamado ‘banco’.

“Eles falavam para os funcionários ficarem sentados no banco, sem fazer nada, forçando um pedido de demissão”, afirmou Carolina. “Já o ranking, deixava os trabalhadores em situação constrangedora, pois os que não atingiam a meta estipulada se sentiam ridicularizados”, completou.

DECISÃO

No dia 17 de outubro de 2013, a 2ª Vara do Trabalho de São José concedeu liminar que obriga a Tivit a encerrar as práticas de assédio moral e de constrangimento aos funcionários. A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho. De acordo com a decisão, caso a liminar não seja cumprida, a empresa está sujeita a pagar multa de R$ 20 mil por evento

DENÚNCIAS DE ASSÉDIO MORAL

Desde 2008, a Justiça do Trabalho recebe denúncias de funcionários do Call Center da Tivit sobre possíveis atos de assédio moral e constrangimento na empresa. Entre os atos descritos pelos funcionários estão restrição a idas ao banheiro a 10 minutos, ranking de produtividade e o chamado ‘banco’, no qual forçaria os funcionários a pedirem demissão.