Embraer assina acordo para venda de divisão comercial à Boeing – caixa será de um pouco menos de US$ 1 bilhão

Embraer assina acordo para venda de divisão comercial à Boeing – caixa será de um pouco menos de US$ 1 bilhão

Com a venda de 80% a Boeing, a Embraer deterá somente 20% de participação na nova fábrica, se transformando em uma empresa com metade do faturamento, baixa lucratividade e capacidade tecnológica reduzida. O Brasil com este acordo perde sua única grande empresa de alta tecnologia, com inserção ativa no mercado internacional.

A venda da Embraer, que recebeu do BNDES nos últimos 15 anos o investimento de mais de 49 bilhões de reais, interessa somente a Boeing, que irá aumentar seu nível de competição com a Airbus, principal concorrente da empresa americana no mercado de aviação executiva.

A incorporação da Embraer com a Boeing, fará a empresa perder sua parte mais lucrativa. Pelos termos acertados, a Boeing compra a divisão de aviação comercial da Embraer por US$ 4,2 bilhões de dólares. Mas com o pagamento de impostos, gastos com a transferência de fábricas, abatimento de dívidas e a distribuição de dividendos – restaria a Embraer em caixa final um pouco menos de US$ 1 bilhão, utilizado para defesa mais parte executiva.

O montante é apenas sete vezes e meia maior que a venda da churrascaria Fogo de Chão, em fevereiro de 2018, para uma empresa americana. O valor é também apenas US$ 1 bilhão de dólares superior ao preço pago pela Louis Vuitton pela compra do Copacabana Palace, e demais hotéis da rede Belmond.

Modelo KC-390, utilizado para a defesa nacional, também será cedido para comercialização da Boeing 

Além da aviação comercial, a Embraer assinou por meio de um Contrato de Contribuição, a criação de uma nova empresa para vender o cargueiro multimissão KC-390. Nesta incorporação, a Embraer ficaria com 51% na participação, com a Boeing assumindo os 49% restantes. A operação precisa passar pela aprovação dos acionistas da Embraer, dia 26 de fevereiro, em Assembléia Geral Extraordinária.

Além de ameaçar os empregos dos 20 mil trabalhadores, dinheiro da venda não ficaria em São José

Sem a Embraer, o Brasil perde o domínio estratégico para a defesa nacional. A nossa luta, é pela soberania do País, e principalmente, pelos empregos de qualidade.